Comércio e serviços desabam na crise, mas exceções dão esperança de dias melhores - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Comércio e serviços desabam na crise, mas exceções dão esperança de dias melhores

Por: Elite FM
Publicado em 09/07/2020
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Não são só as restrições de circulação: receio dos consumidores em gastar contribuiu para retração das vendas no comércio. Foto: Lineu Filho -Tribuna do Paraná

As perspectivas econômicas em meio à crise do novo coronavírus são as piores: no Brasil, segundo o Boletim Focus, do Banco Central, já há analistas que preveem uma queda de mais de 10% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. A recessão pode acabar não sendo tão profunda quanto esperam os mais pessimistas, mas é fato que a atividade econômica sofrerá forte retração neste ano – resultado de uma combinação que vai além de fatores econômicos e envolve, também, questões políticas.O impacto da crise, entretanto, não será homogêneo entre os distintos setores da economia. Até aqui, enquanto as exportações levaram a ganhos em setores como o agronegócio, segmentos como o de comércio e serviços ainda sangram após mais de quatro meses da chegada do vírus em território brasileiro.Os motivos não são difíceis de compreender: para combater a pandemia, muitos estados e municípios optaram por determinar o fechamento de estabelecimentos comerciais, buscando evitar aglomerações e a disseminação da Covid-19. Na outra ponta, mesmo em locais em que o comércio permaneceu aberto, os consumidores ficaram receosos em gastar naquilo que não é essencial, com medo da perspectiva de piora da economia e do aumento do desemprego. Os números do setor revelam o tamanho do baque. A projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base em dados do IBGE, é de retração de 10,1% no volume de vendas em 2020. Desconsiderando os setores automotivo e de materiais de construção, a queda prevista é de 8,7%.Dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), produzida pelo IBGE, mostram que houve recuperação em maio, com aumento de 13,9% nas vendas em relação a abril – a maior alta registrada em 20 anos. O crescimento, entretanto, ocorreu sobre uma base de comparação fraca: em abril, houve queda recorde no volume de vendas do varejo, de 16,8%, segundo o próprio IBGE. Com isso, desde o início do ano, o varejo acumula queda de 3,9%. Nos últimos 12 meses, o cenário é de estabilidade. 


Fonte: Gazeta do Povo