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Vacinas contra a Covid-19: como elas vão proteger e por quanto tempo

Por: Elite FM
Publicado em 10/07/2020
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Há mais de 140 vacinas sendo desenvolvidas contra a Covid-19, mas as mais avançadas nos estudos atuam em quatro frentes diferentes| Foto: Bigstock 2/Gazeta do Povo

Da lista de quase 150 vacinas em desenvolvimento no mundo que visam a proteção contra o novo coronavírus, 19 estão nas etapas mais avançadas. Os dados são referentes até o início de julho, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).As estratégias de ação de cada uma delas, no entanto, são diferentes, e isso pode impactar na produção e mesmo na efetividade do imunizante. O objetivo, no entanto, é único: garantir que o sistema imunológico esteja preparado para defender o organismo quando encontrar o vírus real e evitar o desenvolvimento da Covid-19. Da lista de quase 150 vacinas em desenvolvimento no mundo que visam a proteção contra o novo coronavírus, 19 estão nas etapas mais avançadas. Os dados são referentes até o início de julho, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).As estratégias de ação de cada uma delas, no entanto, são diferentes, e isso pode impactar na produção e mesmo na efetividade do imunizante. Usar, como uma espécie de "fantasia", um vírus diferente para enganar o sistema imunológico não é uma das estratégias mais clássicas no desenvolvimento de vacinas, mas tem tido bons resultados nos testes clínicos contra a Covid-19. A vacina desenvolvida pela universidade britânica Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, faz uso dessa abordagem, e ocupa atualmente a primeira posição na largada dos imunizantes contra o novo coronavírus. A mesma estratégia foi adotada pelos pesquisadores da farmacêutica CanSino Biological, ao lado do Instituto de Biotecnologia de Beijing, na China, e do Instituto de Pesquisa Gamaleya, da Rússia. No primeiro, já estão na fase 2 dos testes, enquanto no segundo caso, estão na fase 1. A abordagem parece simples: o pesquisador utiliza um vírus diferente, como o adenovírus (causador de resfriados comuns), e retira dele o material genético. No lugar, coloca-se, por meio de engenharia genética, um gene que produz uma das proteínas do novo coronavírus."O sistema imunológico não quer saber se aquele vírus é um adenovírus ou se é um vetor viral de outro vírus, e responde contra tudo, inclusive contra a proteína do coronavírus, que foi inserida", explica Flavio da Fonseca, virologista e pesquisador do Centro de Tecnologia em Vacinas (CT Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Sete das 19 vacinas mais avançadas nos testes utilizam como estratégia entregar às células o ácido nucleico (seja o DNA ou o RNA) do vírus para que, dentro delas, haja a produção da proteína do coronavírus. Como o organismo humano não expressa essa proteína normalmente, o sistema imunológico a atacará, aprendendo a se defender."A vantagem dessa vacina é que ela é segura, porque não é infecciosa [não é injetado o vírus ou as proteínas do vírus]. Mas não tem nenhuma vacina humana licenciada que use o ácido nucleico. Como estamos em uma situação emergencial, porém, todas as estratégias são testadas", reforça o virologista.


Fonte: Gazeta do Povo