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Governo federal defende modelo do novo pedágio no Paraná, equilibrando obras e tarifa

Por: Elite FM
Publicado em 08/07/2020
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O secretário nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa Vieira.Foto: Divulgação/Ricardo Botelho/Gazeta do Povo

Neste projeto está a sonhada recuperação da “detonada” PR-280. É que está em construção a modelagem que vai dar forma as novas concessões de rodovias, a serem licitadas em 2021. O trabalho está sob a gestão do governo federal, acompanhado de perto pela administração estadual. Uma estatal da União, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), está elaborando o projeto, auxiliado por um órgão do Banco Mundial, a International Finance Corporation (IFC). Algumas propostas já foram reveladas: seriam oito lotes, somando 3,8 mil quilômetros, 1,3 mil a mais do que hoje existe no chamado Anel de Integração, a partir da inclusão de várias rodovias estaduais que hoje não são pedagiadas, com 2,4 mil quilômetros de duplicações e a promessa de tarifas menores. Marcello da Costa Vieira, secretário nacional de Transportes Terrestres faz questão de destacar que o pacote de concessões em território paranaense não é apenas mais um dentro do Ministério. “Temos 16 mil quilômetros em estudo para licitações e o Paraná representa um quarto disso e a saída é a cessão para a iniciativa privada. O secretário também diz que algumas características tornam único o projeto Paraná que terá rodovias concentradas dentro do estado, interligadas, formando corredores, sendo uma concessão modelo, para aplicar em outros lugares.” Precisamos apresentar algo completamente novo, sair com uma redução significativa de tarifa, mas sem encolher a quantidade de obras”, diz. A partir dessas premissas o projeto começou a ser desenhado, partindo dos três previstos na legislação: menor preço (espécie de leilão invertido, em que leva quem topar a menor tarifa), maior outorga (quando a concorrência é vencida pela empresa, habilitada, que apresentar o maior valor a ser depositado diretamente para o governo) e a versão híbrida, em que se estabelece qual o menor desconto pode ser dado na tarifa e a, partir daí, a licitação é decidida por maior outorga. O governo prefere a versão híbrida. Desta forma as melhorias projetadas para a PR-280  terão audiências públicas em 2021,a seguir licitação e obras a partir de 2022 e as empresas vencedoras terão lotes de 500 Km. Há luz no fim do túnel, mas para além de 2023.


Fonte: Gazeta do Povo