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Pedágio no Paraná será maior concessão rodoviária do país e tarifa pode cair até 40%

Por: Elite FM
Publicado em 26/06/2020
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PR-280,Corredor do Sudoeste- Foto:Laudi Carlos Vedana/RádioElite Fm

Após quase 24 anos pagando uma das tarifas de pedágio mais caras do país, em contratos reconhecidamente superfaturados - várias empresas confessaram desvios, pediram desculpas à população e devolveram recursos, os paranaenses se preparam para entrar em uma nova concessão de estradas à iniciativa privada. A modelagem proposta para os novos contratos está prestes a ser apresentada ao Ministério da Infraestrutura. Serão 3,8 mil quilômetros (300 a menos do que queria o governo do Paraná e 1,3 mil a mais do que hoje fazem parte do chamado Anel de Integração). O total será dividido em oito lotes (atualmente são seis), cada um com aproximadamente 500 quilômetros. As empresas que vencerem a licitação a ser realizada no ano que vem deverão investir cerca de R$ 56 bilhões em obras, o maior valor exigido em um pacote de concessões de rodovias no Brasil. Serão cerca de R$ 7 bilhões por lote. Além de contornos para desviar o tráfego no perímetro urbano de pelo menos 20 cidades paranaenses, será necessário fazer 2,4 mil quilômetros de duplicações (atualmente apenas 800 km são em pistas duplas no Anel de Integração). As próximas concessões devem ser pelo prazo de 30 anos – mais longas do que os contratos vigentes (de 24 anos) como forma de diluir os investimentos e aumentar o período de arrecadação para custear as obras.As decisões sobre tarifas ainda estão em aberto, mas a determinação do Ministério da Infraestrutura foi de que o edital estabelecesse que deveriam ser, no mínimo, 20% mais baratas do que as atualmente praticadas. Além disso, caso a escolha das concessionárias seja por modelo híbrido, como vem sendo aventado, combinando o pagamento de outorga e tarifa, os valores podem cair mais: de 12% a 20%. Na prática, significa que os valores a serem cobrados dos motoristas podem chegar a ter desconto de 40% sobre os atuais (abaixo do esperado pelo governo do Paraná, que pedia que fossem, no mínimo, 50% mais baratos). Isso tudo ainda vai ser mais debatido. A quantidade de obras propostas impacta diretamente nos valores a serem cobrados.A Gazeta do Povo já antecipou qual deve ser a Taxa Interna de Retorno (TIR), que funciona, na prática, como o lucro para o investimento feito pelas concessionárias. O porcentual está fixado em 8,47%. É menos da metade do que é praticado nos contratos agora vigentes. Esse valor é um indicativo de que as tarifas do novo pedágio devem ser bem menores do que as atuais. Outras inovações a serem implantadas, como a cobrança reduzida para usuários frequentes, também foram adiantadas pelo jornal. Os primeiros dois lotes serão entregues nesta semana e os demais, de forma escalonada, até 8 de agosto.Após audiências públicas,o resultado será divulgado  no início de 2021.Depois de análises pelo governo federal, as propostas serão submetidas a audiências públicas abertas para a participação dos paranaenses e também avaliadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O resultado deve começar a ser divulgado nos primeiros meses de 2021, quando serão buscados investidores internacionais para licitação em meados de 2021. Isso quer dizer que solução mesmo para a PR-280 só a partir de 2023.


Fonte: Gazeta do Povo