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O que se sabe, e o que ainda é dúvida, sobre a Covid-19

Por: Elite FM
Publicado em 16/06/2020
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Novos sintomas ainda surgem, e os tratamentos não foram descobertos. O que é certo e o que está em dúvida sobre a Covid-19?/ Foto: Bigstock /Gazeta do Povo

No início da pandemia, a lista de sintomas da Covid-19 era composta por três sinais: febre persistente, falta de ar e tosse seca. Agora se sabe que a perda de olfato e paladar, cansaço, dores musculares, náusea, vômito, diarreia, dores de cabeça e mesmo manchas dermatológicas podem estar associados à doença. Ainda não há tratamentos, mas há pelo menos 2 mil estudos em andamento ao redor do mundo que avaliam o impacto de medicamentos e substâncias contra o novo coronavírus. Da mesma forma, as pesquisas com as vacinas avançam, e há 10 candidatas que já começam a ser testadas em humanos, uma delas com 10 mil participantes, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).A doença é nova, e há muito ainda a se descobrir, mas o que já se sabe? E o que ainda é dúvida? Embora os primeiros sintomas da Covid-19 a associassem a uma doença do sistema respiratório, sabe-se hoje que o impacto do novo coronavírus vai além do pulmão. Sintomas neurológicos, renais, cardiológicos e de coagulação estão associados à doença, e há quem sugira até mesmo uma mudança no nome do vírus, para uma maior compreensão do impacto. De Sars-CoV-2 para MOD-CoV-2 - sigla que representaria uma Síndrome de Disfunção Orgânica Múltipla. O impacto da doença entre crianças também vem sendo repensado. Ainda que a maioria tenha sintomas leves, ou mesmo nenhum, algumas podem apresentar sinais que lembram condições graves, como a síndrome de Kawazaki. Sinais dermatológicos também estão sendo associados à doença, como o chamado "dedo da Covid-19". No entanto, estudos mais aprofundados ainda são necessários para comprovar essa relação. Mas uma coisa é certa,segundo explica Rafael Polidoro, pesquisador da área de imunologia: a Covid-19 parece exigir tratamentos individualizados, e não protocolos gerais. "Uma das coisas mais importantes para se fazer uma boa quarentena e não ter muitos casos é que isso garante tempo para os laboratórios e hospitais avaliarem os biomarcadores de cada paciente


Fonte: Gazeta do Povo