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Só existe a polêmica sobre alfabetização onde não se estuda.

Por: Elite FM
Publicado em 15/06/2020

A pesquisadora Ilona Becskehazy revela que do ponto de vista técnico, de como os alunos aprendem e as melhores técnicas para os ensinar a ler e a escrever com compreensão e autonomia, o assunto está bem pacificado. Infelizmente para o Brasil, os autores de livros desatualizados ainda tem muito poder e causam muito ruído. Dar muito espaço político a eles é uma irresponsabilidade conjunta de muitos governos, da imprensa e de varias ONGs, que supostamente estariam contribuindo para melhorar a educação no país, mas que optam por dar eco à ignorância. A PNA,Política Nacional de Alfabetização, traz um desenho lógico e competente de política educacional. Se não fossem esses ruídos sobre uma suposta polêmica sobre métodos de alfabetização, já bem superada onde o uso das evidências científicas é mais poderoso que as relações políticas entre autores de livros e militantes do atraso, bastava desdobrar cada item da política localmente para cada município se "sobralizar". Como não temos material didático que faça a abordagem correta, ou pelo menos o que há não está disponível no PNLD, o governo federal terá que fazer importante alterações aí. Espero que consigam fazer isso imediatamente, mas pelo que entendi, há alguns constrangimentos institucionais. A fluência leitora é um conceito-chave que indica quantas palavras a pessoa lê por minuto com compreensão. Sobral, cidade do Ceará, exemplo de educação para o Brasil, faz a prova de fluência desde os anos 2000. O resto do Brasil não faz essa prova: a palavra fluência é meramente mencionada na BNCC, no meio dos textos de abertura, que ninguém lê. O único local onde se tem a fluência especificada, com a preocupação de que precisa ser medida, é na PNA.


Fonte: Gazeta do Povo