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11,5 milhões de brasileiros não sabem escrever um simples bilhete.

Por: Elite FM
Publicado em 11/06/2020
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“Favor não dexar obigetos no corredor. A gerencia”Imagem/ https://www.gazetadopovo.com.br

Governo propõe mudança de estratégia para reverter quadro. Enquanto alguns especialistas defendem que o problema são os métodos de alfabetização utilizados, outros concordam que a solução vai bem além disso "Favor não dexar obigetos no corredor. A gerencia”. Infelizmente, ainda é possível se deparar com frases como essa em muitos lugares do país. Mais de 7% dos brasileiros não são capazes de ler ou escrever um simples bilhete, ou seja, são ao menos 11,5 milhões de pessoas com mais de 15 anos analfabetas. No mundo, mais de 750 milhões permanecem nessa situação. Diante dos índices preocupantes, Bolsonaro prometeu agir e, no primeiro mês de mandato, criou uma pasta exclusiva para o assunto, além de lançar como meta prioritária do governo o programa “Alfabetização Acima de Tudo”. Reverter esse quadro, no entanto, não é tão simples, e a fórmula da solução para esse problema é alvo de debate entre especialistas da área.Para aquecer a discussão, chegou Carlos Nadalim, nomeado para a Secretaria de Alfabetização do MEC e entusiasta dos métodos chamados fônicos. Em seu canal no Youtube, o “Como Educar seus Filhos”, ele já deixou claro que repudia abordagens construtivistas e afirmou que elas são a causa dos índices de analfabetismo no Brasil. Nadalim também ‘atraiu holofotes’ quando criticou Magda Soares, professora que é referência em alfabetização no país. Os números comprovam que, de um forma ou outra, o modelo atual não está funcionando, e há um problema a ser enfrentado. Uns defendem que os métodos utilizados são inadequados, enquanto outros afirmam que os professores é que são os causadores desse quadro. No fim, nem um, nem outro. O problema é sistêmico e envolve um conjunto de fatores. A última Pesquisa por Amostra de Domicílios, divulgada pelo IBGE em maio de 2018, revela o fracasso do Brasil em conseguir alcançar a meta prevista para 2015, que era baixar para 6,5% o índice da população em condição analfabeta. Passados dois anos, no entanto, ainda restavam 7% de brasileiros sem a capacidade de ler ou escrever um bilhete simples, como um ‘recado de geladeira’. Um estudo do Ibope Inteligência e ONG Ação Educativa, feito em 2018, estima que 29% dos jovens e adultos brasileiros de 15 a 64 anos (cerca de 38 milhões de pessoas) sejam analfabetos funcionais - aqueles que até sabem ler escrever textos, mas não conseguem interpretá-los. O Brasil está na 59ª colocação no quesito leitura.

 

 


Fonte: Gazeta do Povo