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Governo prevê disparada no seguro-desemprego e fará empréstimo no exterior para cobrir gasto

Por: Elite FM
Publicado em 09/06/2020
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Pandemia provocou onda de demissões e vai inflar gasto do governo com seguro-desemprego-Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Gazeta do Povo

O governo espera forte aumento nos pedidos de seguro-desemprego nos próximos meses, em virtude da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Parte dessa alta começou a ser verificada em abril e maio, meses marcados pelas medidas de isolamento social, e deve se agravar ao longo do ano. Segundo um técnico da pasta a avaliação é que os programas de manutenção de empresas e empregos não serão capazes de evitar a crise e a falência de diversas empresas, em especial de pequenas e médias, que têm mais dificuldade de acesso a mecanismos de proteção. As falências vão ajudar a puxar para cima o número de desligamentos, disse essa fonte. Nota técnica divulgada em maio pela secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia já previa aumento expressivo do desemprego e das falências até o fim de julho por causa da pandemia. “Em resumo, ao final do Período 2 (abril a junho), as contas públicas estarão deterioradas, o desemprego terá atingido parcela expressiva da população brasileira e teremos redução no número de empresas, decorrente de um grande número de falências e desistências”, diz a SPE. Os técnicos da pasta evitam fazer projeções para a taxa de desemprego deste ano. Mas já começaram a se mexer para garantir dinheiro suficiente para pagar todos os trabalhadores que vierem a solicitar o seguro-desemprego. O seguro é pago com recursos do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT), que é deficitário e precisa de aportes do Tesouro. A Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Economia aprovou que o governo peça emprestado a organismos multilaterais US$ 4,01 bilhões, sendo US$ 780 milhões para pagamento de parcelas do seguro-desemprego. Trabalhadores com carteira assinada demitidos sem justa causa e que tenham trabalhado pelo menos 12 dos 18 meses antes da demissão podem dar entrada ao seguro-desemprego.

 


Fonte: Gazeta do Povo