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O que o Brasil precisa fazer para preparar a retomada pós-coronavírus

Por: Elite FM
Publicado em 03/06/2020
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Brasileiros em fila para medir a temperatura num shopping de Brasília, que está em fase de reabertura gradual.| Foto: Evaristo Sá/AFP/Gazeta do Povo

Passaram-se três meses desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil e já são mais de 400 mil contaminados e 25 mil mortos pela doença. Autoridades de saúde se preparavam para um período de ao menos 20 semanas muito difíceis. Passado pouco mais da metade desse prazo, a curva de avanço da epidemia não dá sinais de arrefecimento. E, depois de tanto tempo em um modelo de distanciamento social sem muitos critérios para evitar o colapso do sistema de saúde, cidades e estados se veem na iminência da tomada de decisões para afrouxar ou restringir ainda mais essas medidas. O Brasil não tem hoje diretrizes claras quanto a isso. Atualmente, há sinais de retomada gradual e fechamento mais restritivo em algumas regiões do país. Até que haja uma vacina ou um tratamento comprovadamente eficaz para a doença, a tendência é de que isso se torne parte da rotina. Não existe uma receita pronta. No Brasil e no exterior, as ações de reabertura estão sendo feitas na base da tentativa e erro. Mas há critérios gerais que podem – e devem – nortear a tomada de decisão do poder público. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia listado seis orientações: Adotar sistemas de saúde capazes de detectar, isolar e tratar as pessoas com Covid-19, além de rastrear contatos próximos; adoção de medidas preventivas em locais de trabalho, escolas e outros pontos em que as pessoas precisem ir; administração dos riscos da importação de casos, trabalhar na educação, engajamento e empoderamento das comunidades para que elas possam se ajustar às novas normas de convivência. É questão epidemiológica e de saúde pública e por isso é essencial monitorar a ocupação de leitos de hospitais e UTIs. A epidemia tem seu curso e vai continuar crescendo.  Três fatores alimentam e influenciam a disseminação do vírus: densidade populacional, mobilidade social e desigualdade. Quando cidades e estados têm segurança para afrouxar as medidas de isolamento, vem a nova etapa de planejamento: como coordenar o que deve reabrir.


Fonte: Gazeta do Povo