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Escritórios ”à prova de vírus e home office” planejados é o que nos espera no pós-pandemia

Por: Elite FM
Publicado em 29/05/2020

Entre as tantas incertezas geradas pela pandemia do novo coronavírus, uma convicção é que a vida corporativa não será mais a mesma. Escritórios mais seguros do ponto de vista sanitário e forte expansão do trabalho remoto estão entre as tendências que vão se fortalecer após a crise. O futuro dos ambientes corporativos passa pela reorganização do layout dos espaços, implementação maciça da tecnologia e uma nova rotina dos funcionários. “Eu gosto de imaginar essas mudanças mais ao estilo do filme ‘Avatar’ do que ‘Jetsons’, em que no lugar de um futuro minimalista e monótono tenhamos uma total relação de simbiose com o meio natural, convivendo com tecnologia de ponta”, diz Miguel Cañas Martins, sócio da Metroquadrado Arquitetura, de Joinville (SC).No geral, o que se pode prever é que a capacidade dos ambientes será reduzida. Mas isso não necessariamente vai significar a exigência de construção de escritórios mais amplos, já que ao mesmo tempo vai aumentar o número de pessoas que trabalharão de casa. Cada vez mais empresas darão a seus funcionários a escolha e o controle de como e onde trabalhar.“No mundo pós-coronavírus, a tendência é a segurança dos funcionários: teremos escalonamento e revezamento dos trabalhadores, criação de áreas ao ar livre e espaços para yoga e meditação. A saúde mental e emocional dos funcionários é fundamental para as empresas”, aponta Luiza Nolasco, gerente de novos negócios da WGSN, multinacional especializada em previsão de tendências.A arquiteta Sharise Gulin, da Sharise Arquitetura, em Curitiba, reforça que não será o fim da sede física das corporações e sim uma alteração na sua função e uma mudança brusca nos escritórios como conhecemos hoje. A área social vai se tornar o centro vibrante da vida corporativa. “É o lugar onde colaboradores sentem a energia e o propósito da empresa, onde podem socializar, trabalhar e fazer networking. Com parte do time trabalhando em remoto, os encontros serão ainda mais valorizados”, afirma. Uma das mudanças mais visíveis no escritório pós-pandemia será a revisão do conceito open space, que há um bom tempo domina o mundo corporativo. Plantas, estantes e móveis serão usados como divisórias para separar bancadas e ambientes, com a finalidade de criar núcleos e aumentar o distanciamento social. Já em 2016 um estudo de pesquisadores das universidades de Oslo e Roma mostrava que 16% dos contágios por influenza ocorrem nos escritórios. “É preciso diminuir o contato com utensílios e mobiliário de colegas, ter à disposição álcool para limpeza das mãos e de superfícies, não ficar constrangido em não cumprimentar ou em limpar as mãos. Ao mesmo tempo em que aumentam as divisões, portas inúteis serão derrubadas, como já ocorre hoje nos banheiros dos aeroportos. O objetivo é reduzir ao máximo o contato com qualquer objeto, sobretudo os mais sujeitos à contaminação, como as maçanetas. Bancadas serão afastadas, mesas reorientadas para que fiquem em 90 graus uma em relação a outra e as cadeiras serão dispostas na diagonal para evitar que as pessoas fiquem cara a cara.


Fonte: Gazeta do Povo