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Por que os testes para detectar o coronavírus estão num ritmo tão devagar no Brasil

Por: Elite FM
Publicado em 28/05/2020
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Drive thru para testes rápidos em Águas Claras, no Distrito Federal: Brasil não conseguiu emplacar estratégia de massificação de testes para a Covid-19.-Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado/Gazeta do Povo

Uma das estratégias mais replicadas por países que conseguiram sucesso nas ações de combate ao coronavírus foi a testagem em massa de seus habitantes. O Brasil quer promover essa massificação dos testes. Mas, entre a vontade do poder público em adotar essa medida e colocá-la em prática, há alguns obstáculos que ainda não foram superados. Da surpresa pela rapidez com que a Covid-19 se disseminou no país à escassez de insumos e recursos físicos e humanos, também pesa a falta de estratégia para a testagem em massa. A meta do governo é de ter 46,2 milhões de testes e realizar os exames em 22% da população. O problema é que esse objetivo não consegue sair do papel. Pior: não há um controle de quantos testes já foram feitos no país. O virologista Eduardo Furtado Flores, professor de saúde pública e epidemiologia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), aponta três razões para a demora na testagem no Brasil. A primeira é que o país foi pego de surpresa, no início de março, com a chegada do coronavírus e sua disseminação. Depois, faltou coordenação das autoridades sanitárias para começarem a fazer a testagem. Por fim, faltaram insumos e o país demorou a adquirir produtos no mercado externo. A estimativa do ministério era de encaminhar 1,5 milhão de testes aos estados até o final de maio. O cronograma do programa ainda prevê envios de mais 4 milhões em junho, outros 4 milhões em julho, 3,2 milhões em agosto, 3,1 milhões em setembro, 3,1 milhões em outubro, 3,1 milhões em novembro e 3 milhões em dezembro. Ter o controle desse tipo de informação – sobre a aplicabilidade de cada teste e perfil da população testada – é fundamental para o gestor público, porque com o domínio do cenário epidemiológico enfrentado é possível coordenar ações para isolamento social e reabertura gradual. 


Fonte: Gazeta do Povo