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Como o Congresso pode se tornar mais econômico e produtivo no “novo normal”

Por: Elite FM
Publicado em 27/05/2020
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Vista aérea do Congresso Nacional e da Esplanada: Legislativo custa R$ 30 milhões por dia Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Gazeta do Povo

Congresso brasileiro consome R$ 30 milhões por dia ou R$1.25 milhão por hora. O quadro criado por causa da pandemia de coronavírus levou o Congresso Nacional a realizar votações em dias pouco habituais, como segundas-feiras, sextas-feiras e até um sábado. A implementação de sistemas virtuais para coleta de votos e pronunciamentos na Câmara e no Senado tem ampliado o quórum de parlamentares e permitido maior produtividade. Outro efeito do momento atual é a redução nas despesas: os gastos de deputados e senadores caíram pela metade desde o início da pandemia. O panorama abre caminho para que parlamentares e membros da sociedade civil repensem a estrutura do Congresso e questionem se o "novo normal" – conceito em voga, que discute a realidade após o término da pandemia – pode ter um parlamento mais enxuto, mais econômico e mais produtivo."É um momento de repensarmos gastos de todos os poderes", afirma o secretário-geral da ONG Contas Abertas, o economista Gil Castello Branco. Segundo ele, não há nenhuma instância de poder no Brasil que tenha gastos que a diferenciem das demais. O economista vê na implementação do teletrabalho, em prática atualmente na quase totalidade dos órgãos públicos, um procedimento que pode levar à redução da necessidade de manutenção de sedes físicas e aluguel de imóveis. Ele disse que alguns postos de trabalho também podem ser repensados, em especial os de funcionários terceirizados, como os de secretária, garçom ou copeira. Para o economista, se a necessidade de conter os gastos públicos já é relevante em qualquer circunstância, na atual a condição se acentua. "O Brasil vai sair da pandemia com um endividamento brutal. Para que não haja aumento de impostos, a revisão dos gastos públicos é um caminho. Ficou claro que a administração pública consegue funcionar tão bem – ou tão mal – com os pequenos ajustes necessários para o trabalho à distância", diz Gil Castello Branco. O  Congresso brasileiro é o mais caro do mundo, o que tem  mais mordomias, benesses criadas ao longo dos anos e o retorno deste descomunal  gasto é pífio e a prova mais evidente é que partidos e políticos continuam sendo há muitos anos as duas classes mais desacreditadas do país. A solução está na próxima eleição quando o eleitor se tocar da necessidade de reeleição quase zero para começar a nova realidade pós coronavírus. 

 


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm