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Novo coronavírus, velha corrupção: como a pandemia abriu janelas para desvios de recursos

Por: Elite FM
Publicado em 27/05/2020
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Polícia Federal já investiga suspeitas de corrupção em contratos relacionados à Covid-19 Foto: Franklin Freitas/AFP/Gazeta do Povo

O Brasil enfrenta desde fevereiro uma pandemia de coronavírus que já causou a morte de mais de 23 mil pessoas. Para dar respostas rápidas à crise de saúde pública, foram editados mais de 800 atos normativos relacionadas à Covid-19, segundo um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). As normas tratam da dispensa de licitações, repasses financeiros, entre outras medidas. Mas a flexibilização de regras relacionadas à administração pública também abriu janelas para casos de corrupção. Escândalos envolvendo desvios de recursos públicos que deveriam ser utilizados no enfrentamento da pandemia se espalharam de Norte a Sul do país. Há casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Santa Catarina, Paraíba, Amapá, Pará, entre outros estados. E a Procuradoria-Geral da República (PGR) quer investigar pelo menos três governadores por causa de compras relacionadas à pandemia. Além disso, também já foram verificados desvios no pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais. Os governos de Roraima e São Paulo são os menos transparentes do país na divulgação de contratos emergenciais fechados durante a pandemia de coronavírus. Os estados que saíram melhor no ranking são Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás e Paraná. As capitais com maior transparência são João Pessoa (PB) e Goiânia (GO).A capital menos transparente é Belém (PA), segundo a Transparência Internacional. Dispensa de licitação é a principal porta para a corrupção. A Secretaria  Estadual de Saúde do RJ  é suspeita é de fraudes na compra de respiradores,  que teriam sido adquiridos com superfaturamento de cerca de R$ 4,9 milhões. Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) é investigado por fechar contratos de respiradores sem fazer licitação. Há suspeita de superfaturamento. Foram comprados 3 mil aparelhos da China a um custo de US$ 100 milhões (ou mais de R$ 550 milhões). O Ministério Público de Santa Catarina e a Polícia Civil apuram uma suposta fraude na aquisição dos equipamentos que custaram R$ 33 milhões. O valor foi pago antecipadamente. Nessas situações, o pagamento normalmente é feito depois da entrega dos materiais. Dois secretários de Saúde de Sta. Catarina foram demitidos. É neste tipo de “pandemia” que a Justiça, o STF deveriam intervir com a mesma rapidez que exigiu o vídeo da reunião ministerial.

 


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm