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Por que crédito do governo para pagar salários não está chegando às empresas

Por: Elite FM
Publicado em 19/05/2020
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Empresas estão com dificuldades para ter acesso ao crédito disponibilizado pela MP 944.| Foto: Daniel Derevecki/Arquivo/Gazeta doPovo

Uma das principais medidas do governo para ajudar na sobrevivência das pequenas e médias empresas durante a pandemia do coronavírus não vem funcionando. O governo e os bancos privados disponibilizaram R$ 40 bilhões em uma nova linha de crédito para pagar a folha salarial desses negócios por dois meses, mas pouco mais de um mês de programa somente 61.657 empresas contrataram R$ 1,4 bilhão em empréstimos para bancar o salário de 1.032.477 trabalhadores. Os números estão bem abaixo da expectativa do Ministério da Economia e do Banco Central. O governo espera que até 1,4 milhão de pequenas e médias empresas venham a contratar os R$ 40 bilhões em empréstimo oferecidos pelo programa – chamado oficialmente de Programa Emergencial de Suporte a Empregos. A expectativa é que a medida beneficie 12,2 milhões trabalhadores, que terão seus salários garantidos por dois meses. A linha de crédito é destinada para companhias que tenham faturado em 2019 mais de R$ 360 mil e até R$ 10 milhões. Ela deve ser contratada junto aos bancos. A taxa de juros cobrada é de 3,75% ao ano e as empresas têm carência de seis meses para começar a pagar, e um prazo de 30 meses para pagamento, totalizando em 36 meses o prazo do empréstimo. O dinheiro só pode ser usado para financiar por dois meses a folha de pagamento e está restrito à parcela dos salários até o valor de dois salários-mínimos. O dinheiro é pago diretamente aos funcionários, sem intermediação das empresas. As empresas não podem demitir sem justa causa empregados por até 60 dias. Os principais motivos elencados para o atraso foram: Empresas com folha de pagamento não bancarizada; Exigências dos bancos versus empresas com restrições; Exigência de que a empresa não demita o trabalhador; Valor baixo do empréstimo; e Falta de comunicação. Apesar de o governo ter criado e disponibilizado o programa, a palavra final é do banco, a quem compete analisar o histórico de crédito da empresa e definir se vai liberar o dinheiro ou não. É uma medida que vai atender mais às empresas que possuem um melhor e maior relacionamento bancário com as instituições financeiras.