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Em números: para onde o coronavírus pode levar o emprego e a renda dos brasileiros

Por: Elite FM
Publicado em 06/05/2020
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Crise do coronavírus deve aumentar taxa de desemprego, aponta Ibre/FGV- Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo

A crise econômica provocada pelo novo coronavírus deve ter impactos perversos sobre o mercado de trabalho e a renda dos brasileiros. Em boletim divulgado em abril, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), ligado à Fundação Getúlio Vargas (FGV), projeta que a taxa de desocupação fique com uma média de 17,8% em 2020 – o que representa aumento de seis pontos percentuais no desemprego em relação a 2019.De acordo com esse trecho do boletim, assinado pelo pesquisador Daniel Duque, a expectativa é de que, no primeiro trimestre deste ano, a taxa fique estável em relação ao mesmo período de 2019, em 12,7%. Mas, a partir de março, a projeção é de que os indicadores do trabalho comecem a refletir a desaceleração da atividade econômica advinda da crise do novo coronavírus. Ainda segundo o Ibre, o rendimento efetivo do trabalho também deve ser atingido significativamente pela crise. Na média do ano, a previsão do boletim é de queda real de 8,58% na comparação com 2019. "Com isso, a renda efetiva média fechará o ano no nível de R$ 2.206 mensais, frente a R$ 2.413 no ano anterior", completa o texto. A massa de rendimentos efetivos do trabalho (MRT), um outro indicador, deve cair 14,4% em 2020, chegando ao seu menor patamar desde o início da série histórica (2012). "Nesse cenário, ainda que o governo federal lance mão de grandes programas de transferência de renda, dificilmente seu volume seria capaz de compensar o montante perdido no período. Mais de R$ 30 bilhões mensais de perda de MRT correspondem a cerca de 5% do PIB [Produto Interno Bruto] de 2019", afirma o documento. O boletim destaca, ainda, que a perda de rendimentos não deve ocorrer de forma homogênea. O resultado da política deve ser uma importante diminuição na renda dos funcionários com carteira assinada. Na estimativa do governo, a queda será de 15% na renda média dos trabalhadores incluídos nos acordos. 


Fonte: Gazeta do Povo