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Coronavírus pode reduzir consumo de carne e alterar a base da dieta no mundo

Por: Elite FM
Publicado em 05/05/2020
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Foto: Bigstock/Gazeta do Povo

Se o consumo de carnes exóticas tira o sono de muita gente, ao fazer a inevitável associação com o surgimento de novas doenças, o avanço das fronteiras agropecuárias tem passado como um coadjuvante na discussão. No entanto, a prática pode ser tão arriscada quanto, já que os rebanhos também podem entrar em contato com vírus inéditos. Muito mais do que o consumo de animais silvestres, o que mais preocupa os especialistas quando se trata de novas pandemias é o aumento desenfreado do consumo de carne em todo o mundo, mas em especial pela China, país mais populoso do planeta com uma massa de 1,4 bilhões de pessoas capaz de alterar todo um sistema produtivo alimentar. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), antes da década de 1990 os chineses comiam menos de 25 quilos de carne ao ano. Em 2013, quando o último relatório alimentar feito pelo programa foi divulgado, esse valor ultrapassava a marca dos 60 quilos. No Brasil, esse consumo estava perto dos 100 quilos na mesma época e nos EUA, país que mais consome carne no mundo, esse dado era de 120 quilos em média. Na prática, enquanto o número de pessoas na Terra dobrou nos últimos 50 anos, a produção de carne neste mesmo período cresceu cinco vezes, impulsionando a área de criação de animais de abate para dentro das florestas. Quando derrubamos florestas tropicais para construir pastos, explorar a madeira, fazer mineração ou capturar animais silvestres como alimento, estamos nos expondo a esses vírus. É como se você demolisse um velho celeiro, e a poeira voasse. Quando você destrói uma floresta tropical, os vírus desconhecidos voam e tem a oportunidade de entrar em contato com os humanos”, explicou. “As evidências mostram que há um risco particularmente elevado de contaminações, graças a ocupação de terras em florestas tropicais. Precisamos acabar com a conversão de habitats naturais em terras de produção, aumentar a produtividade dos terrenos já existentes para esses fins e mudar a dieta para alimentos que respeitem os limites de nossos recursos naturais”, defendeu Lomax.


Fonte: Gazeta do Povo