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“Quem decide a Economia é o Paulo Guedes”, diz Bolsonaro em coletiva

Por: Elite FM
Publicado em 29/04/2020
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Bolsonaro e Paulo Guedes-Foto: Marcos Correa/PR/Gazeta do Povo

O presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista coletiva logo após uma reunião com ministros no Palácio da Alvorada. Na coletiva, que não estava na agenda oficial do presidente, estavam presentes os ministros Paulo Guedes, da Economia; Tereza Cristina, da Agricultura; e Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura; além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Aos jornalistas, Bolsonaro buscou reafirmar o protagonismo de Guedes nas decisões do governo na área econômica. Desde a semana passada, com o lançamento do programa Pró-Brasil sem a anuência e a presença de Guedes ou representantes do Ministério da Economia, surgiram rumores de que o ministro estaria sendo deixado de lado, com o protagonismo na economia sendo assumido pela ala militar do governo. O mercado passou a avaliar que o presidente estava dando preferência à visão mais "desenvolvimentista" dos militares, em detrimento da visão "fiscalista" de Guedes.Com a saída de Sergio Moro, considerado um dos pilares de credibilidade do governo, cresceu a aposta de que Guedes – o outro pilar, apelidado de "superministro" como o próprio Moro – poderia pedir demissão ou mesmo ser demitido, em especial se confirmada uma guinada na política econômica do governo. Na segunda, no entanto, Bolsonaro sinalizou que o titular da Economia continua no comando dessa área. "Quem decide na Economia é o Paulo Guedes", disse o presidente. Questionado a respeito do programa Pró-Brasil, que tem como um dos principais componentes o investimento público, Guedes afirmou que o que foi apresentado pelo ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, é um conjunto de "estudos" para ajudar em uma arrancada do crescimento no período pós-pandemia. A função do Braga Netto é justamente coordenar esses estudos e integrar as ações de diversos ministérios, afirmou Guedes. O que não podemos fazer é justamente planos nacionais de desenvolvimento, como era antigamente, porque a nossa direção é outra. O excesso de gastos corrompeu e estagnou a economia brasileira", completou. Mais uma vez, o ministro afirmou que o país irá "surpreender o mundo", e que a retomada da economia após a pandemia será rápida, em "V". "O presidente está determinado. O mundo inteiro olha para o Brasil entendendo que o Brasil está mudando para melhor", disse.


Fonte: Gazeta do Povo