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Pico do novo coronavírus no Brasil será em 14 dias, aponta estudo

Por: Elite FM
Publicado em 20/04/2020
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Foto: Alissa EckertCenters for Disease Control AFP

Pesquisa realizada por Samy Dana e grupo de cientistas projeta menos mortes pela doença no Brasil do que previsões anteriores.O pico de óbitos causados pelo novo coronavírus no Brasil deve acontecer antes do previsto pelos levantamentos sobre o assunto divulgados até agora. De acordo com novo estudo encomendado pela Easynvest e realizado por Samy Dana junto a um grupo multidisciplinar de pesquisadores de instituições de ponta, o País deve atingir, mantida as medidas de isolamento atual, o auge da doença entre os dias 30 de abril e 9 de maio. Para o estado de São Paulo, a previsão é de dois dias antes, iniciando em 29 de abril e finalizando em 4 de maio. O estudo também traz nova estimativa de total de mortes, considerando a manutenção do isolamento social. Para São Paulo, o acumulado irá variar entre 5.900 e 15.600, com mediana em 8.557. Já no Brasil inteiro, o número poderá variar entre 23 mil e 93 mil, sendo a média em 38.300 mortes. Os dados estão muito abaixo de estimativas já divulgadas. Samy Dana, economista com Phd em finanças e pós-Phd em pesquisa por Harvard, aponta que a grande diferença se deve ao tipo de dado usado como base de cálculo e ao modelo estatístico que considera mais variáveis. Segundo os pesquisadores, os números utilizados até agora levam em conta um modelo de cálculo generalista e que vem apresentando erros em todo o mundo. "Ficamos intrigados porque as previsões estavam errando em ordem de grandeza. Não eram erros pequenos, eram diferenças de mais de 10 vezes o previsto", explica. Para fazer a nova modelagem, a base de cálculos foi definida em número de óbitos ao invés de possíveis infectados, além de incluir na conta as particularidades do Brasil, como pirâmide etária do País, número de leitos de UTI disponíveis e evolução de mortes desde o primeiro caso no Brasil. "Nossa intenção com esse novo modelo é trazer mais precisão nos dados, com características do Brasil e, com isso, auxiliar o embasamento de decisões dos setores público e privado", reforça. Em estágio inicial, o estudo aponta para uma visão mais otimista da pandemia no Brasil. "Ainda estamos aprimorando o modelo teórico, mas esta projeção tende a ser mais assertiva do que outras que necessitam de muitos dados. De fato, neste momento temos pouquíssimas informações sobre o vírus e recebemos dados de baixa qualidade para analisar, e acreditamos que o modelo é robusto com relação a isso", reforça Alexandre Simas, matemático e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), membro do grupo de pesquisadores. O estudioso ainda pondera que há possibilidade de mudança nas projeções caso os dados públicos disponíveis sejam alterados também. Nas próximas semanas, haverá atualizações dos dados e podem ser incluídas novas variáveis. 


Fonte: Samy Dana- giselle.mendes@easynvest.com.br/