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Psicanalista fala sobre o aumento no número de divórcios na quarentena

Por: Elite FM
Publicado em 28/03/2020
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Divórcio - Foto: Divulgação

Fabiano de Abreu diz que no momento da quarentena devemos fazer uma avaliação da realidade. As relações entre duas pessoas são caminhos em constante mudança. A sociedade moderna levou-nos a ter dois casamentos, um com o parceiro e outro com o trabalho. Por norma, este último, tem de quase todos mais empenho e atenção. O nosso quotidiano atribulado torna-nos muitas vezes seres preguiçosos em relação a nós mesmos e a quem partilhamos a vida. Há uma preguiça instalada nas relações. “As pessoas não param para avaliar, para refletir no porquê de estar com aquela pessoa, se ela ainda nos supre ou simplesmente cedemos ao comodismo.", refere o psicanalista. O fato de estarmos fechados, de aumentar o nosso nível de ansiedade, de se avistarem dificuldades a nível econômico pode acionar em nós emoções não desejadas. Temos que medir, compreender se realmente quem está ao nosso lado já não tem o mesmo impacto na nossa vida. Se realmente o sentimento findou mas não tínhamos dado conta. As pessoas muitas vezes ficam juntas por conforto e segurança mas, em tempos de crise, podem acontecer rupturas definitivas. Por outro lado, segundo a linha do filósofo há casais onde acontece o oposto. Mesmo tendo sentido uma desconecção por toda uma rotina, agora, neste momento de paragem a relação se fortalece. Segundo Fabiano, " Existem casais que na adversidade se fortalecem, que não cedem aos impulsos e usam o momento para pensar em dupla. Seguem a velha máxima de que uma cabeça pensa melhor que duas.  Segundo o filósofo o casamento pode se transformar em algo mais concreto, sai do abstrato. Há quem viva um relacionamento abstrato pois está com a mente totalmente ocupada em seus afazeres. “O concreto é o que define uma linha racional dentro de uma realidade vivida.” Finalizando o tema o filósofo alerta para outro fator. Segundo o estudioso o mundo caminha para a solidão. As famílias são cada vez mais pequenas, menos filhos. Há uma individualização instalada. Estamos nós, enquanto humanos preparados para seguir sozinhos? 


Fonte: Jennifer da Silva- Suporte MF Press Global