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Oportunismo ou prevenção de uma tragédia? Adiamento das eleições de 2020 divide o Congresso

Por: Elite FM
Publicado em 25/03/2020
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"Deputados discutem adiar eleições 2020 nos municípios por causa do coronavírus.| Foto: Agência Brasil/Gazeta do Povo

Depois que parte dos deputados passou a cogitar o adiamento das eleições municipais de 2020 por causa da crise do novo coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também passou a sugerir a medida. O adiamento, porém, está longe de ser consenso, e ainda encontra resistência nas cúpulas do Congresso e do Judiciário. A preocupação do ministro é a de que interesses eleitorais atrapalhem a contenção do novo coronavírus. Segundo ele, a manutenção do pleito pode provocar "uma tragédia, porque todo mundo vai querer fazer ação política. Parte dos líderes partidários concorda com a avaliação do titular da pasta da Saúde, e usa as projeções de Mandetta sobre o novo coronavírus como principal argumento para defender o adiamento. "Se as previsões dele forem corretas, realmente fica inviável ter eleições este ano", afirmou o senador Ciro Nogueira. Uma das principais preocupações, segundo o deputado Capitão Augusto  – líder da bancada da bala na Câmara –, envolve atividades de campanha que exigem um contato mais próximo com eleitores e que pressupõem aglomerações de pessoas, como as convenções partidárias e os comícios. O próprio dia de votação também desperta apreensão. Entre as alternativas estudadas está o adiamento do pleito por um período entre 60 e 90 dias. Outra opção, que divide ainda mais as opiniões, é a unificação das eleições municipais com o pleito presidencial de 2022, o que implicaria na prorrogação dos mandatos de prefeitos e vereadores. Parte considerável de líderes partidários concorda que ainda não é o momento de discutir o adiamento das eleições municipais. "Não há clima para tratar disso agora. Essa decisão terá que ser tomada mais pra frente. “Penso que, em junho, diante dos prognósticos, o assunto terá que ser decidido", disse o prefeito de Salvador, ACM Neto – que não pode disputar a reeleição e preside o DEM nacionalmente. A realidade é que a crise do coronavírus se estenderá até setembro, segundo o ministro da saúde e as eleições provocam   reuniões, o que é totalmente nocivo para o combate à pandemia.