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Brasil tem 78% dos leitos de UTI ocupados. O país aguentará o pico do coronavírus?

Por: Elite FM
Publicado em 24/03/2020

Autoridades do governo e associações de médicos têm repetido, nas últimas semanas, a mensagem de que a sobrecarga dos leitos de UTI  é um dos maiores riscos relacionados ao coronavírus. A letalidade da doença não é considerada baixa, e pode ser ainda maior se o número de casos graves no Brasil chegar a um nível que supere a quantidade de leitos disponíveis para atendê-los.Até a quinta-feira (19), com 428 casos confirmados da Covid-19, o Brasil não tem enfrentado grandes dificuldades em atender os casos graves. Mas esse quadro deve mudar em breve, segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que afirmou que entre abril e junho o país deverá enfrentar “60 a 90 dias de muito estresse” em seu sistema de saúde.O exemplo da Itália, onde autoridades já afirmaram publicamente que alguns hospitais estão à beira do colapso, mostra o tipo de situação que o Brasil poderá vivenciar dentro de algumas semanas. O Ministério da Saúde tem tentado, às pressas, aumentar o número de leitos de UTI disponíveis, especialmente nos estados mais afetados até agora. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem uma oferta de 55.101 leitos de terapia intensiva, dos quais 27.445 são do SUS, mas 78% do total de leitos já estão ocupados. O Ministério quer otimizar a utilização das unidades ociosas e também pretende recorrer ao uso de leitos não ocupados da rede privada. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a existência de 1 a 3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes. Hoje, o Brasil tem 2,6 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes, mas só metade disso pertence ao SUS. Segundo o Ministério, os novos leitos de UTI são de instalação rápida e não requerem grandes mudanças na estrutura dos hospitais, que poderão instalá-los em espaços físicos provisórios. Os leitos possuem equipamentos como ventilador pulmonar e desfibrilador bifásico. A montagem dura de sete a dez dias. Os próprios governos estaduais serão responsáveis por definir onde instalar os leitos. "Outro problema que o governo brasileiro deverá enfrentar é a disparidade entre os estados e regiões e a existência de “desertos” na distribuição geográfica das UTIs. É por isso que o isolamento é medida urgente para evitar contágios que podem provocar o colapso no atendimento hospitalar.