Raio-X: qual é a estrutura brasileira no combate ao coronavírus - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Raio-X: qual é a estrutura brasileira no combate ao coronavírus

Por: Elite FM
Publicado em 23/03/2020
img
Brasil prepara sistema de saúde para surto de coronavírus. Confira algumas medidas.| Foto: Pixabay/Gazeta do Povo

O Brasil corre contra o tempo para se preparar para uma verdadeira guerra contra o coronavírus nas próximas semanas. Além da necessidade de mais leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), será necessário mudar protocolos de atendimento, aumentar a equipe e pedir ajuda às Forças Armadas.A maior preocupação segue tendo a capacidade de atendimento nas UTIs. Espera-se que a maioria dos pacientes infectados com o novo coronavírus apresente sintomas leves, mas pelo menos 6% deles precisarão de unidades de terapia intensiva.Segundo o Ministério, existem 55,1 mil unidades de terapia intensiva, metade delas na rede pública (27.455). A taxa de ocupação das UTIs atualmente é de 78%, ou seja, estariam livres pouco mais de 12 mil leitos, o que é pouco caso se concretizem as perspectivas de crescimento da doença no país. Outro problema é a localização das UTIs, que não é harmônica entre os estados. “Nós temos concentração de leitos [de UTI] em alguns locais e déficit em outras”, disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, em coletiva.Para reforçar a rede pública, o Ministério da Saúde contratou dois mil leitos de terapia intensiva, 200 deles começaram a ser distribuídos para os estados, na última terça-feira (17). Outros 340 devem ser enviados a seguir. A distribuição das UTIs pelo estado, para cidades menores, por exemplo, ficará a cargo das secretarias estaduais de saúde. Para Gabbardo, 22% de ociosidade, o cancelamento de procedimentos cirúrgicos eletivos e a mudança de critérios adotados para ingresso e saída de UTI podem atender a necessidade. Além disso, o ministério deve passar a trocar informações com a hospitais particulares para saber qual é a ocupação, quem tem unidades ociosas, quem não tem e onde eles estão. "Foram destinados R$ 396 milhões para contratação das unidades “volantes de instalação rápida” e R$ 260 milhões para manutenção durante seis meses, a distribuição será feita através da solicitação de cada estado, que devem disponibilizar local e equipe para implementação.Também foram liberados R$ 432 milhões para reforçar os planos de contingência dos estados. Este recurso também poderá ser usado na criação de leitos de UTI e a distribuição dos recursos deve ser  proporcional ao número de habitantes de cada ente federativo. Outros recursos podem ser disponibilizados, conforme necessidade.O governo quer receber equipamentos de UTI que a China já deixou de usar, pela diminuição dos casos. "Estamos em contato com embaixada chinesa, para colocar o Brasil como voluntário", disse Gabbardo.


Fonte: Gazeta do Povo