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Remédio contra malária poderia atuar contra a Covid-19

Por: Elite FM
Publicado em 22/03/2020
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Foto: Bigstock/Gazeta do Povo

Usada no tratamento da malária desde a década de 1930, a hidroxicloroquina também apresentou resultados positivos contra Covid-19. Com a natural demora no desenvolvimento de vacinas que venham a prevenir a infecção pelo novo coronavírus, um dos focos dos pesquisadores – e das autoridades políticas – tem sido os medicamentos. O anúncio mais recente foi feito na quinta-feira (19), pelo presidente norte-americano Donald Trump, pedindo pressa à FDA, agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, pela aprovação da hidroxicloroquina para ser indicada a pacientes com o diagnóstico da Covid-19. Uma revisão sistemática de estudos, sugeriu que a hidroxicloroquina teria, potencialmente, uma ação contra os sintomas do novo coronavírus. Os pesquisadores listaram, no levantamento, 23 estudos clínicos em desenvolvimento na China testando o medicamento em pacientes. Aparentemente, a hidroxicloroquina seria eficaz em limitar a replicação do vírus, in vitro."Existem evidências pré-clínicas da efetividade e da segurança devido a um longo tempo de uso clínico para outras indicações que justificam a pesquisa clínica com a cloroquina em pacientes com Covid-19. Um dos estudos envolvendo a substância foi realizado por uma equipe da China, que apresentou resultados positivos. Um estudo, desenvolvido na França, apresentou resultados melhores - e em pessoas. No entanto, os dados não foram publicados ainda e, assim, não foram debatidos entre outros médicos ou pesquisadores e devem ser vistos com cautela. Seis dias após a administração da hidroxicloroquina, o percentual de pessoas com a Covid-19 reduziu a 25%, em comparação aos 90% das pessoas que não receberam a medicação, mas também tinham a doença. Assim como em outros países, no Brasil, a versão genérica, o sulfato de hidroxicloroquina, tem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso em pacientes com doenças reumáticas, mas não contra a Covid-19.Para tanto, seria necessária uma aprovação específica - o que depende de resultados positivos em estudos clínicos. Assim, quem tiver sintomas da Covid-19 não deve fazer uso da medicação antes que ela tenha a liberação da Anvisa. Isso porque ainda não se sabe em quais casos ela pode ser indicada, e trará benefícios, e em quais casos pode prejudicar de alguma forma o paciente.


Fonte: Gazeta do Povo