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Brasil quer importar teste rápido da Coreia do Sul para combater o coronavírus

Por: Elite FM
Publicado em 21/03/2020
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Teste rápido e gratuito: Coreia do Sul testa motoristas para novo coronavírus em drive through.| Foto: Jung Yeon-je/AFP/Gazeta do Povo

O Brasil pretende adquirir kits de teste rápido para identificar quem está contaminado com o novo coronavírus. O Ministério da Saúde está em contato com autoridades da Coreia do Sul para estudar a possibilidade da importação dos testes.“Nós não temos ainda o teste rápido, que é parecido com o teste de gravidez, em que você coloca a amostra e ele dá uma reação. Estamos trabalhando para adquiri-lo e colocá-lo [em uso]”, disse Wanderson Oliveira, secretário-executivo do Ministério da Saúde.A Coreia do Sul é um dos países mais bem sucedidos em testar a população para a Covid-19. Segundo o Centros de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul  (KCDC, na sigla em inglês), até o dia 18 de março o país havia testado mais de 295 mil pessoas, entre elas 8.413 deram positivo para o coronavírus, 1.540 receberam alta do isolamento, 6.789 estão isolados e 84 mortos. Outras 16.346 estão aguardando resultado e 270.888 testaram negativo. Os testes em massa na Coreia do Sul permitiram ao país controlar melhor a epidemia do que outras nações. E isso se reflete no baixo índice de mortalidade do coronavírus entre os coreanos: 0,7%, enquanto o índice global é de 3,4%. O teste rápido é parecido com teste de gravidez, feito com várias soluções químicas. As amostras são coletadas dos pacientes e misturadas nas soluções, que reagem com o conteúdo genético presente. O teste coreano foi criado a partir de um sistema de inteligência artificial baseado em big data. "Segundo a CNN, o KCDC, que normalmente pode levar até um ano e meio para aprovar a liberação desse tipo de teste, o liberou em uma semana. A Seegene, empresa responsável pelo kit, tem pelo menos 30 países na fila de espera dos pedidos. E é apenas uma das quatro empresas coreanas que fabricam o teste. A companhia produz cerca de 10 mil kits por semana, cada um deles pode testar 100 pacientes – ou seja, um milhão de pessoas por semana, custando menos de US$ 20 por teste.


Fonte: Gazeta do Povo