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ALERTA ( PODE SER MÁXIMO) PARA O SUDOESTE

Por: Elite FM
Publicado em 26/10/2016
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                                               Nos próximos 25 anos haverá mudanças climáticas sensíveis. Não se trata de assustar ninguém, mas apenas  despertar a atenção de toda a sociedade do sudoeste, toda, indistintamente, porque a previsão climática prevê mudanças que atingem todas as áreas, nos  próximos 25 anos. Basta dizer que o foco sensível prende-se a dois fatores: aumento das temperaturas, redução do volume pluviométrico e consequente redução  das águas,  com reflexos na economia. Será que isso não serve de alerta ? Ou se joga na conta do “vamos ver”...

                    Dizem que o povo tem memória curta e esquece rapidamente os dramas da seca, e as primeiras chuvas lavam a memória dos sofrimentos da escassez. Nos últimos 30 anos, o sudoeste passou por vários períodos de  seca, havendo necessidade de trazer água  da região de Curitiba. Muitos municípios do sudoeste, com uma estiagem de 30 dias, já passam para a situação de emergência. Houve inúmeros casos em que não havia água para os animais. Há muitos fatos lamentáveis destes períodos, mas que ainda não produziram os efeitos necessários.

                Estudos climáticos, apontados pela FAO, chamam a atenção de que nos  próximos 25 anos as mudanças climáticas afetarão o sudoeste e medidas preventivas urgentes devem ser tomadas agora, em primeiro lugar, pelos  órgãos públicos, em exigir o cumprimento total das leis da  mata  ciliar, não apenas para os rios grandes ou médios, mas para todos os córregos do sudoeste. Alguém poderá apontar que esta atitude de proteção, reduz a  produção da lavoura, mas é preciso pensar que as águas estão desaparecendo e que será de qualquer propriedade sem água? É preciso que em todas as propriedades  vigore  a cultura da proteção das fontes de água em toda a extensão, como se a fonte fosse uma cooperativa  que precisa do apoio de todos os sócios. É preciso também que as autoridades da área  preservacionista cumpram  sua função de fiscalizar  com seriedade e determinação, porque a lei do retorno é implacável.

            A choradeira junto, aos órgãos públicos, em tempo de estiagem é inevitável, mas é apenas consequência da agressão à natureza, que não perdoa nunca. Há muitos exemplos de proteção às fontes, mas nossos rios estão desassistidos e minguando suas águas. Vejam, por exemplo, como  estão os rios Caçadorizinho , Marmeleiro  e Santana, entre tantos outros, que há 30 anos eram  até “caudalosos”, e, no lazer das pescarias ,fornecedores abundantes de lambaris proteicos.  Hoje suas águas representam apenas “o suor da morte”. O próprio rio Chopim, o maior patrimônio do sudoeste, não recebe a mínima atenção quanto à mata ciliar que exigida por lei. Apenas alguns trechos.  Como atuam os órgãos de fiscalização ?  Como estará o rio Chopim daqui a 25 anos? Talvez um corregozinho, onde os lambaris terão dificuldade de se locomover, se é que sobreviverão. Não se trata de prever catástrofes, mas entender a leitura do ritmo implacável da natureza, que retribui na medida da preservação.

           Não se trata de alarmismo, mas de conscientização quanto a uma situação grave que precisa de atenção urgente, conscientização de cada morador, de cada cidadão, que mesmo morando em centros urbanos pode contribuir para que a água possa continuar jorrando das fontes e levando vida para o nosso sudoeste. A recuperação é viável e urgente, mas para produzir efeitos são necessários vários anos. Como está a preservação do rio Pato Branco que abastece a cidade ? Dados apontavam que ainda não haveria 100% de preservação desse manancial  que representa a principal artéria que irriga a vida de  nossa cidade.

            A natureza não faz saltos e para produzir efeitos positivos. Precisa de tempo e 25 anos representam muito pouco para a história natural, mas as atitudes de pessoas inteligentes podem acelerar alguns objetivos de prevenção.

Laudi Vedana – Professor e Jornalista

 

 


Fonte: Laudi Vedana – Professor e Jornalista