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As reformas fracassaram?

Por: Elite FM
Publicado em 13/03/2020
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Presidente Jair Bolsonaro pressiona a equipe econômica a buscar um crescimento do PIB na ordem de 2% em 2020.Foto: José Cruz/Agência Brasil

Passaram-se mais de 3 anos desde o impeachment e o crescimento econômico segue ao redor de 1% ao ano. Será que a agenda de reformas falhou? É importante lembrar que, ao fim do segundo trimestre de 2016, quando ocorreu o impeachment, a taxa de crescimento do PIB em 12 meses estava ao redor de -4,9%. Dali até o 1,1% registrado ao fim de 2019, avançamos 6 pontos percentuais. Não foi pouco. Não dá para tolerar esse "Pibinho".Apesar disso, o baixo crescimento de 2017-19 não significa que as reformas deram errado. Não faz sentido culpar a política econômica pós-2016 por problemas que a precedem. Mais um fato: os economistas reformistas, ao menos os mais sérios, já esperavam que isso acontecesse, mesmo com reformas. As reformas não fracassaram. A bem da verdade, os reformistas alertam que, sem uma reforma da Previdência, a trajetória insustentável das contas públicas inviabilizaria um crescimento mais robusto. Vale lembrar que a reforma previdenciária foi sancionada apenas em novembro de 2019.Quem denuncia o suposto fracasso das reformas queria que a Nova Previdência fizesse a economia decolar depois de 4 meses, em meio ao coronavírus? Assim a denúncia fica fácil. Antes da previdenciária, outras reformas foram aprovadas – TLP, trabalhista, etc. Além de serem projetos que visam o longo prazo, não era razoável esperar que o impacto mais forte dessas medidas aparecesse enquanto as contas públicas ainda estavam em trajetória caótica. Embora os anti-reformistas finjam que o Brasil tem operado como uma espécie de ditadura guedista nos últimos anos, a verdade é que o Legislativo foi duro no debate. Todo economista que propõe o fim do teto de gastos precisa, ao mesmo tempo, propor um plano para que a credibilidade das contas públicas não vá para o buraco. Infelizmente, sinalizar rejeição genérica ao governo é muito mais fácil do que debater profundamente os desafios do país. “Também é preciso saber que a corrupção dos últimos 16 anos  sangrou o país com  trilhões de reais desviados,que poderiam ter sido aplicados em infreaestruturas que gerariam empregos e renda e consequentemente um PIB  crescente”.


Fonte: Pedro Menezes –Gazeta do Povo e Elite FM