Como a guerra de preços do petróleo afeta o consumidor, a Petrobras e o governo - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Como a guerra de preços do petróleo afeta o consumidor, a Petrobras e o governo

Por: Elite FM
Publicado em 11/03/2020

O mundo amanheceu nesta semana com os mercados em pânico. Uma briga entre Rússia e Arábia Saudita  fez os preços do petróleo tipo Brent caírem mais de 30%, para cerca de US$ 30 – a maior desvalorização desde a Guerra do Golfo, em 1991.A queda brusca afeta diretamente o Brasil – mesmo que o país não possa fazer muito mais do que assistir à guerra de preços entre russos e sauditas. Os primeiros sintomas da queda generalizada nas bolsas mundiais já foram sentidos pela Petrobras. As ações da empresa caíram no exterior e, na B3, a Bolsa brasileira, começaram o dia com perdas de mais de 20%.A desvalorização nas ações é reflexo da queda de rentabilidade da empresa. A política de preços da Petrobras implica no repasse das flutuações no preço do petróleo ao consumidor final. Por isso, assim como há alta nas bombas quando o preço do barril aumenta no mercado mundial, também deve haver queda como reação ao óleo mais barato. A Petrobras também perde sob a perspectiva do mercado externo. O petróleo produzido aqui fica menos competitivo e passa a ser vendido a preços mais baixos. A empresa demora mais para reagir a essa queda nas receitas porque tem investimentos de grande vulto e de longo prazo, que não podem simplesmente ser paralisados. Com isso, a Petrobras está necessariamente faturando menos, o que se reflete na queda das ações. "A guerra de preços também atinge em cheio o mercado de energias renováveis. Isso porque a produção de combustíveis como o etanol apresenta custos maiores, que encarecem o produto. Com o petróleo mais barato, a competição com os derivados do óleo fica inviável. Para o consumidor, por outro lado, tende a ficar mais fácil encontrar preços mais amigáveis nos postos de combustíveis. Para não perder tanto mercado para a gasolina, os produtores de etanol podem ser levados a reduzir preços. Para o governo brasileiro, a queda no preço do petróleo pode ser benéfica, na medida em que a diminuição no valor dos combustíveis vinha sendo motivo de atrito entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores, além de uma reivindicação dos caminhoneiros.


Fonte: Gazeta do Povo