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Por que o investidor estrangeiro não para de tirar dinheiro da Bolsa brasileira

Por: Elite FM
Publicado em 12/03/2020
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Bolsa brasileira sofreu fuga de dinheiro estrangeiro em 2020| Foto: Divulgação/B3

Em meio ao pânico nos mercados financeiros mundiais causado pelo coronavírus, a Bolsa brasileira registrou uma fuga desenfreada de capital estrangeiro nos dois primeiros meses deste ano e na primeira semana de março. Até o último dado oficial disponível, os investidores externos haviam retirado R$ 32,5 bilhões da B3.Nesse montante estão computados os valores investidos em IPOs, isto é, dinheiro que veio de fora para aquisição de ações de empresas que pela primeira vez colocaram ativos à venda na bolsa. Essa saída em massa do estrangeiro foi na contramão do investidor nacional pessoa física. Com a queda de juros no país, muita gente saiu da renda fixa e decidiu arriscar na renda variável. Com isso, a participação das pessoas físicas na bolsa passou de 13,7% do volume negociado em 2015 para 18,7% em 2019.Para quem atua do mercado financeiro, a fuga de dinheiro estrangeiro da bolsa brasileira neste começo de ano não se deve somente ao coronavírus, mas a disseminação da doença pelo mundo é a principal causa. O problema, segundo analistas, é que há muita incerteza sobre a eficácia das medidas para conter o vírus e também sobre os efeitos das medidas que até agora vêm sendo tomadas pelos diversos países para reduzir os efeitos na economia.“Muito desse movimento hoje é de pânico pelo fato de não se saber o que vai acontecer, qual vai ser o impacto do coronavírus no PIB global. Todo mundo sabe que vai haver um impacto na economia mundial, mas é difícil precificar. Então o investidor prefere evitar o risco e procura ativos mais seguros”, avalia Marcos Iorio, da Integral Investimentos.Para o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, a incerteza é o que está causando as ondas de pânico. “Ninguém vê no momento um ponto final dessa questão do coronavírus, não há uma percepção clara da magnitude dos impactos econômicos. O fato é que não tem como precificar,não se sabe quanto tempo vai durar, se a doença será contida em semanas ou em meses.


Fonte: Gazeta do Povo