Toffoli quer que empreiteiras envolvidas na Lava Jato paguem dívidas com obras - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Toffoli quer que empreiteiras envolvidas na Lava Jato paguem dívidas com obras

Por: Elite FM
Publicado em 09/03/2020
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Fachada do STF, em Brasília.| Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Saiu no jornal Valor uma reportagem sobre o plano de Toffoli para empresas em recuperação judicial por conta da Lava Jato. O presidente do STF defende que empreiteiras paguem as dívidas com a União com retomadas de obras paralisadas. Pode parecer razoável à primeira vista, mas se trata de um perdão inaceitável para quem ajudou, com o PT, a destruir o Brasil.“Uma empresa que entrou na leniência tem que pagar uma devolução. Ela pode pagar em obras. Então, você tem um levantamento, de um lado, de obras paradas. E você coloca a empresa para operar ali. Ela não perde os empregos,  não perde o ‘know-how’ que tem e paga a dívida com a União com a finalização de obras paradas”, explicou Toffoli. Isso não soa um tanto parecido com um... cartel? Não fica parecendo um "acordão" para beneficiar quem deveria ser punido por ter se lambuzado no maior esquema de corrupção da história do Brasil? Segundo dados do CNJ, hoje cerca de 14 mil obras estão paradas no Brasil - um investimento que ultrapassa a marca de R$ 144 bilhões. Segundo o ministro, o maior problema são “projetos malfeitos na origem” e obras em que há denúncia da licitação em uma gestão e o novo gestor não quer tocar o empreendimento, para não ter problemas com a Justiça. Isso não soa como uma espécie de licença para roubar? Ou vamos simplesmente aceitar a ideia de que empreiteiras e estado podem ignorar questões éticas em nome de empregos? Sobre o mal não se constrói nada de positivo. O presidente do STF também disse ter sido mal interpretado quando afirmou, em uma entrevista no ano passado, que a Operação Lava-Jato “destruiu empresas” o que permitiu entender que a corrupção seria vantajosa. Não é a Odebrecht ou a OAS que possuem tal expertise, e sim seus funcionários. E eles seriam certamente realocados em novas empresas que fossem disputar tais licitações. Já quanto aos recursos roubados devem, ser devolvidos com correção sem contestação.  A ideia de permitir que essas empresas paguem suas dívidas com a retomada das obras, é preservar justamente as fortunas de quem foi cúmplice do PT no assalto ao povo brasileiro.O ministro deveria analisar a filosofia do adágio popular:”A raposa perde o pelo, mas não perde o vício”. 


Fonte: Rodrigo Constantino-Economista pela PUC - Gazeta do Povo