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Ouro, ferro, nióbio… Quem são as empresas que querem explorar terras indígenas

Por: Elite FM
Publicado em 08/03/2020
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Presidente Jair Bolsonaro recebe lideranças dos índios em Brasília: governo apoia projeto de lei que autoriza mineração em terras indígenas. Foto: Marcos Corrêa/PR

 Multinacionais de vários países, grandes empresas brasileiras e outras pouco conhecidas contam com 313 mil km² reservados para pesquisa e lavra em áreas ocupadas por índios. Aguardam apenas a aprovação de um projeto de lei que autorize a mineração em terras indígenas, enviado recentemente ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro. A área total é um pouco maior do que o território dos estados do Paraná e Santa Catarina juntos. Em 4.541 áreas de pesquisa e lavra, o minério mais cobiçado é o ouro – 58% do total –, mas as empresas também procuram diamante, alumínio, ferro, cobre, titânio e uma infinidade de minerais raros. Com a regulamentação, Bolsonaro poderá, enfim, abrir o caminho para a exploração de nióbio. Vinte e cinco requerimentos de pesquisa para esse minério abrangem 2,3 mil km² – quase a metade em território Yanomami. A gigantesca Vale, conhecida no país pela recente tragédia em Brumadinho (MG), apresentou 225 requerimentos de pesquisa à Agência Nacional de Mineração (ANM), entre 1981 e 2014, num total de 21,5 mil km², em 10 terras indígenas – quase a totalidade para ouro. A área é do tamanho do estado de Sergipe. Procurada pelo blog, a Vale disse que "não desenvolve nenhuma atividade de pesquisa ou lavra em terras indígenas e reforça que segue rigorosamente a lei que rege o aproveitamento dos recursos minerais no país. A empresa com a maior reserva para pesquisa é a desconhecida Mineração Silvana, com 69 mil km² – área maior do que a Paraíba. Diretamente ou por meio de subsidiárias brasileiras, as multinacionais Anglo American, Anglogold Ashanti, Minsur e Kinross dispõem de centenas de autorizações para pesquisa. A Mineração Silvana, do grupo Santa Elina, conta com 745 requerimentos de pesquisa de ouro, a maior parte em território Menkragnotti, no Pará. A empresa líder do grupo conta com mais 55 áreas numa extensão de 3,9 mil km². A Santa Elina começou, em 2017, a explorar uma mina de zinco e chumbo em Brasilândia D’Oeste (RO), após 10 anos de pesquisa. O interesse das ONGs em  proteger a Amazônia tem muitas razões que a própria razão desconhece, produtos naturais para indústrias farmacêuticas e minérios  de alto valor e raros no mundo. Diuturnamente, lideranças e membros das comunidades são cooptados ou constrangidos por mineradoras e empresários do ramo, figuras que geralmente apresentam promessas de ganhos materiais e melhorias para as comunidades, em troca de autorização para entrar nas terras indígenas ou para explorar tais áreas. O governo Bolsonaro quer que o beneficiado destas riquezas seja o Brasil.


Fonte: Gazeta do Povo