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Dia Internacional da Mulher: como está a saúde sexual feminina?

Por: Elite FM
Publicado em 06/03/2020
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Arnaldo Barbieri Filho, médico psiquiatra e sexólogo/Imgem:https://www.clinicaies.com.br/

No próximo domingo, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher. A data marca a reinvindicação por direitos iguais entre os sexos. Desde o início do século 20 existe a comemoração. São décadas de luta e até hoje a mulher batalha por liberdade, inclusive a sexual, que ganha cada vez mais espaço, mas ainda é tratada como tabu.Segundo o médico psiquiatra, sexólogo e diretor do Instituto de Estudos da Sexualidade (IES) de Ribeirão Preto (SP) e Delegado do Estado de São Paulo da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH) Arnaldo Barbieri Filho, vários fatores influenciaram na liberdade sexual da mulher. “As transformações sociais alteraram a sexualidade feminina. No passado, a mulher se casava virgem e tinha receios em relação aos seus desejos e ao próprio corpo. A liberação é um avanço, pois a vida sexual é um dos principais itens de qualidade de vida da população, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, observa.“A sexualidade é fundamental para a reprodução da espécie e uma das principais fontes de prazer. Mas ela, infelizmente, sempre foi alvo de inúmeros mitos e preconceitos ao longo da história, por isso é importante esclarecer e desmistificar”, alerta Filho. Segundo o “Estudo da Vida Sexual do Brasileiro” realizado pela sexóloga Carmita Abdo, cerca de 30% das mulheres brasileira têm dificuldades de atingir o orgasmo. As causas da falta de orgasmo podem ser psicológicas, como repressão sexual na infância, traumas sexuais ou doenças como a depressão. "Também podem ser físicas, como alterações hormonais, o uso de certos medicamentos ou doenças neurológicas. O diagnóstico correto é o primeiro passo para o sucesso do tratamento", aponta Filho. 


Fonte: Arnaldo Barbieri Filho, médico psiquiatra e sexólogo