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Como o “congelamento” de concursos públicos quebrou cursinhos. E quais têm turmas cheias

Por: Elite FM
Publicado em 04/03/2020

As medidas de austeridade dos últimos quatro anos colocaram a folha de pagamento dos servidores na mira do governo e fizeram minguar o número de concursos, adiando os planos de muitos brasileiros que buscavam uma carreira no Estado. Em menos de uma década, o número de contratações de servidores federais caiu para quase um sexto do que era. Se em 2010 foram admitidos 296 mil servidores, em 2018 (o dado mais recente) foram 50,7 mil, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), da Secretaria do Trabalho, compilados pela consultoria LCA. Sem concursos novos, o funcionalismo deixou de ser reposto e, por enquanto, não há autorização para que sejam feitos concursos federais este ano de carreiras civis, apenas militares. Com isso os cursinhos definharam. Segundo o Ministério da Economia, 22 mil servidores federais devem se aposentar este ano. Até 2022, a previsão é de que cerca de 60 mil deixem o serviço público. A equipe econômica decidiu travar seleções de servidores até que a proposta do governo de reforma administrativa passe no Congresso. O presidente Jair Bolsonaro já declarou que o Executivo não poderia ser "irresponsável" e abrir concursos "desnecessários". A máquina pública está mal organizada, improdutiva em alguns setores cuja função não existe mais, pois a tecnologia faz melhor. Bolsonaro  declarou que há muitos  parasitas no funcionalismo que se  criaram pela estabilidade de emprego sem cobrança de produtividade.


Fonte: Gazeta do Povo