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Dallagnol sobre combate à corrupção: “Inspiração não é prender, é lutar contra sofrimento humano

Por: Elite FM
Publicado em 26/02/2020
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Deltan Dallagnol palestrou no evento Consciência Cristã e falou sobre ética e combate à corrupção- Foto: Wellington Junior/ Consciência Cr

O procurador e chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, afirmou que o seu propósito maior no combate à cultura da corrupção no Brasil é amenizar o sofrimento humano e não prender pessoas. Dallagnol, que é membro da Igreja Batista do Bacacheri, na capital paranaense, falou a milhares de evangélicos no 22º Consciência Cristã, um dos maiores eventos cristãos da América Latina, em Campina Grande, na Paraíba, sobre ética, enfrentamento à corrupção e o posicionamento do cristão frente a essas questões. Na mais recente edição do Índice de Percepção de Corrupção (IPC), o país alcançou a 108º posição - ao lado de nações como Albânia e Argélia. Em 2016, o Fórum Econômico Mundial (FEM) chegou a considerar o Brasil como o 4º mais corrupto do mundo."Há sofrimento humano à medida que bilhões são desviados dos cofres públicos anualmente. O que me inspira a lutar contra a corrupção não é prender pessoas, é lutar contra o sofrimento humano que ela causa", disse. "Doenças pela falta de tratamento de esgoto, saneamento básico, longas filas em hospitais, mortes em estradas ruins, desigualdade de oportunidade, educação pobre, falta de segurança pública e tantos outros problemas", afirmou   Dallagnol. Explicou ao público que a corrupção é uma espécie de atitude "epidêmica.Muitas coisas erradas são feitas por pessoas normais, sem desvio de personalidade. Somos influenciados por pressões.Estudos revelam ainda que fatores como a ausência de regras, ambiente de competição excessiva ou humilhação e estabelecimento de metas irrealistas influenciam o comportamento ético das pessoas em direção a ações de corrupção."A Operação Lava Jato fez uma tomografia, um exame de ressonância magnética e expôs as entranhas do mecanismo da corrupção política brasileira. As pessoas se corromperam porque, se não se corrompessem, não estariam mais lá", disse ele, ao referir aos políticos e executivos de organizações investigadas pela operação. “Corrupção não é um problema partidário, é estrutural


Fonte: Gazeta do Povo