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As empregadas de Paulo Guedes na era da indignação permanente

Por: Elite FM
Publicado em 18/02/2020
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Ministro Paulo Gudes Foto Agência Brasil

Todo mundo está indignado porque o ministro Paulo Guedes disse que o dólar alto é bom para a economia do país e que empregadas domésticas não tinham que ficar viajando para a Disney. Também indignação com o Papa Francisco por ele ter recebido Lula.Vivemos num estado permanente de indignação coletiva. E todo mundo com uma conta numa rede social faz questão de expressar essa indignação que pretende ficar virtualmente marcada para sempre na história. A que leva tamanha indignação? A mais indignação. Porque, a fim de refutar uma bobagem qualquer, não raro os indignados cometem bobagens ainda maiores, num círculo para lá de vicioso. O poder viciante da indignação é tamanho que as pessoas que ousam pedir calma e um mínimo de racionalidade no debate público costumam ser recebidas com pedradas e, surpresa!, insultos indignados. É óbvio que erros devem ser apontados, questionados e, se possível, corrigidos. O problema é que, quando todo mundo está indignado o tempo todo por qualquer coisa, ninguém está de fato indignado por nada. E os erros acabam caindo no anedotário, em vez de serem corrigidos e, com alguma sorte e esforço, perdoados. E por que tanta indignação? Porque a indignação é o caminho mais fácil para se dar vazão a suas opiniões sem outro embasamento que não a intuição  que vem das entranhas.É sempre uma pessoa que, por alguns segundos, se coloca num pedestal, ou melhor, num mirante de onde ele testemunha, impotente, as maiores atrocidades humanas. A indignação é um atalho cognitivo, um clichê comportamental que pretende, mas quase sempre fracassa, mudar determinado aspecto da realidade. Muito mais eficiente, mas difícil, seria tentar compreender o contexto em que uma coisa foi dita ou feita e pressupor sempre (como ensina Jordan Peterson) ignorância antes de má-fé.


Fonte: Paulo Polzonoff Jr.Gazeta do Povo