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Estudos revelam a conturbada relação entre os jovens e a religião

Por: Elite FM
Publicado em 15/02/2020

A ideia de que a juventude é menos religiosa é corroborada por pesquisas que confirmam o que o bom senso já havia constatado: cada vez menos jovens estão frequentando cultos e nutrindo práticas religiosas. A pesquisa Religious Landscape Study, do Pew Research Center, mostra que os millennials (jovens adultos nascidos entre 1981 e 1996) têm probabilidade muito menor do que os mais velhos de orar e frequentar a igreja regularmente ou considerar a religião uma parte importante de suas vidas. Em 2019, aproximadamente 65% deles disseram frequentar cultos religiosos “algumas vezes por ano” ou menos e 40% disseram que “raramente ou nunca” vão a cultos. Há uma década, esses grupos correspondiam a pouco mais da metade e 30%, respectivamente. O fenômeno se repete em vários países da América e Europa, mas não é um cenário homogêneo. Dos 106 países pesquisados, jovens têm uma probabilidade menor de se filiar a um grupo religioso em 41 deles.Por outro lado, diferentes perspectivas apontam que o menor envolvimento dos jovens com organizações religiosas não é necessariamente um sinal de que elas tenham menos religiosidade. Os millennials rejeitam a ideia de que um bom garoto é um garoto obediente. Como resultado,é mais provável que eles tenham uma atitude de ‘faça você mesmo’ em relação à religião”, explica Michael Hout, professor de sociologia da Universidade de Nova York. Segundo ele, os jovens estão mais propensos a criarem os próprios modelos de religiosidade. Essa abordagem em relação à religião pode explicar a baixa prevalência de jovens que frequentam a igreja e ao mesmo tempo se mantém fiéis a crenças religiosas, como a crença no céu e no inferno, e exprimem vontade de compartilhar sua fé com terceiros - indicadores que permanecem na mesma proporção ou são até maiores em comparação com as gerações mais velhas. Já uma pesquisa conduzida no Canadá aponta que os jovens têm uma probabilidade muito maior de acreditar em uma vida após a morte do que as gerações mais velhas.As crenças são cruciais para moldar as experiências pessoais e têm um muito poder sobre o comportamento dos indivíduos.


Fonte: Murilo Basso, especial para a Gazeta do Povo /Gazeta do Povo