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Coronavírus: desinformação, medo e força como instrumento político

Por: Elite FM
Publicado em 31/01/2020
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Passageiros no transporte coletivo de Pequim, China- Foto: WANG Zhao/AFP/Gazeta do Povo

É em momentos de crise como a do coronavírus que o comunismo tende a mostrar seu lado mais macabro. Por meio da força, manipulando e controlando informações e tratando as pessoas como instrumentos de um jogo político internacional, a China hoje tenta demonstrar que tem a segurança do mundo em suas mãos e que o regime autoritário é superior a qualquer versão da liberdade quando o assunto é saúde pública. Mas não se engane: no comunismo(e o comunismo chinês não é exceção) o que prevalece é sempre uma narrativa imposta à força e que não está nem aí para a realidade. Desde que as primeiras notícias sobre o coronavírus surgiram, as medidas tomadas pelo governo chinês impressionam pelo gigantismo – aliás, como tudo que envolve a China. É difícil falar sobre a eficácia de todas essas medidas para conter a disseminação do vírus. Tudo é uma grande especulação, desde a origem do vírus até a forma de transmissão da doença. As únicas informações que conseguem escapar à interminável quarentena censória do Partido Comunista são aquelas que retratam o país sob uma luz positiva. O que não se pode ignorar é que o pânico diante da possibilidade de uma epidemia como a da Gripe Espanhola, que infectou 500 milhões de pessoas e matou algo entre 20 e 30 milhões, tem o poder de fazer com que acreditemos de fato na eficácia do “autoritarismo sanitário”. Já há quem diga que, num país democrático, com todas as instituições atuando e as cortes supremas dando a última palavra, medidas eficientes de contenção seriam inviáveis. Então que bom que na China não há nada disso e uma canetada parece resolver a ameaça, não é mesmo? De longe, gozando plenamente de suas liberdades, muitas pessoas hoje admiram a força do regime comunista, que não consegue educar e pôr proteína de qualidade na mesa das pessoas, levando-as, por ignorância ou necessidade, a consumirem animais exóticos e, assim, se exporem a patógenos desconhecidos, mas que se diz plenamente capaz de salvar a Humanidade dos perigos desse vírus chamado “liberdade”. 


Fonte: Paulo Polzonoff Jr.-Gazeta do Povo