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Por que tantos jovens são infelizes

Por: Elite FM
Publicado em 26/01/2020
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Solitários e desprovidos dos valores “burgueses”, os jovens norte-americanos têm hoje as maiores taxas de suicídio e depressão da história( e no resto do mundo não é diferente)-Foto: Pixabay/Gazeta do Povo

Eis aqui algumas estatísticas tristes: Nos Estados Unidos, entre 1946 e 2006, a taxa de suicídio quadruplicou para homens entre 15 e 24 anos e dobrou para mulheres da mesma faixa etária. Em 1950, a taxa de suicídio nos Estados Unidos era de 11,4 casos para cada 100 mil habitantes. Cinquenta anos antes, em 1900, não houve nenhum. O noticiário de saúde da Reuters em 2019 disse que “pensamentos suicidas, depressão grave e taxas de ferimentos auto-infligidos entre os universitários norte-americanos mais do que dobraram na última década, de acordo com um estudo”. O coautor do estudo, Jean Twenge, professor de psicologia na Universidade Estadual de San Diego, disse que “isso mostra que há algo de muito errado na vida dos jovens”. Esses dados se aplicam não só aos norte-americanos. A solidão, dizem os especialistas em saúde pública, está matando tantos jovens quanto a obesidade e o cigarro. (...) Os alemães são solitários, os franceses bon vivants são solitários e até os escandinavos – o povo mais feliz do mundo, de acordo com o Relatório da Felicidade das Nações Unidas — são solitários também. Apesar de as pessoas terem mais dinheiro, saúde e moradia, mais educação e viverem mais do que nunca, elas — sobretudo os jovens — são as mais infelizes desde que os registros tiveram início. Por que isso foi acontecer? Há vários motivos. O uso cada vez maior de drogas ilegais e o uso indiscriminado de drogas legais e uma interação humana menor por causa do uso constante de celulares estão entre as explicações válidas mais citadas. Jovens que não têm “curtição” nas redes sociais ficam estressados.Entre as demais explicações menos válidas estão a competitividade, a ansiedade por conta de notas na escola, o capitalismo e a desigualdade de renda. E há ainda o medo dos jovens de que, por causa do aquecimento global, eles tenham um futuro triste, se é que terão um futuro. Mas o maior motivo talvez seja a quase completa perda de valores e sentido ocorrida nos últimos 50 anos. Os jovens procuram o que lhes dá prazer sem avaliar se isto tem valor para a sustentabilidade da vida dentro do clima de cidadania sob a avaliação da criticidade.


Fonte: Dennis Prager-Gazeta do Povo