Como funcionam as fazendas solares – e como elas se beneficiam dos subsídios da Aneel - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Como funcionam as fazendas solares – e como elas se beneficiam dos subsídios da Aneel

Por: Elite FM
Publicado em 24/01/2020
img
A fazenda solar da Sun Mobi, em São Paulo.| Foto: Pedro Mascaro/Sun Mobi/Gazeta do Povo

O uso da energia solar na modalidade de Geração Distribuída (GD), que tem incentivos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), não está relacionado apenas ao consumidor residencial, que tem painéis solares no telhado da residência. Empresas que não são diretamente consumidoras de energia fotovoltaica também se beneficiam do subsídio, que está sendo revisto pela Aneel e pode ser alterado. As unidades beneficiadas são as que estão incluídas na modalidade de autoconsumo remoto, que permite que o consumidor use energia produzida em outro local como modalidade de GD também produzida por fazendas solares. Nesse tipo de empreendimento, uma empresa monta um sistema de geração de energia solar com uma quantidade significativa de placas solares. Quando o sistema produz mais do que o consumidor está usando naquele momento, a energia excedente é injetada na rede da distribuidora. Esse montante fica como um crédito, que pode ser utilizado em energia da rede por até 60 meses.A parcela da tarifa de luz que diz respeito a encargos, perdas, transmissão e distribuição não é cobrada. Assim, o consumidor que não pode instalar um sistema em casa (por morar em um apartamento, por exemplo) pode alugar uma parte dos painéis de uma empresa, e se beneficiar dos créditos produzidos por essa cota da fazenda. Isso pode ser realizado, inclusive, se a fazenda estiver distante do local de consumo. Quem transporta a energia para o destino final é a rede da distribuidora. A empresa Sun Mobi, que mantém uma fazenda solar no interior de São Paulo, é um dos exemplos desse tipo de negócio. O modelo, porém, gera críticas justamente por conta do crédito incluir os custos de transmissão e distribuição. É nesse item que a Aneel que mudanças para cobrar os custos de transmissão e distribuição. Por outro lado, as empresas do ramo sustentam que as fazendas solares já pagam para fazer a conexão à rede, como se fossem consumidores. Outro questionamento em relação ao modelo é de que, na prática, ele acaba desvirtuando o sistema de mercado cativo. Isso porque a regulamentação do setor elétrico brasileiro não permite, hoje, que consumidores residenciais (de baixa tensão) escolham de quem comprar energia. Esse monopólio é que precisa ser quebrado e permitir a geração de energia  para investidores. 

 


Fonte: Gazeta do Povo