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Em dois anos, arrecadação dos sindicatos despenca 96%

Por: Elite FM
Publicado em 15/01/2020
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Sindicalistas fazem manifestação em Curitiba: arrecadação dos sindicatos despencou em 2019- Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo/Arquivo

Não poderia ser diferente: O Brasil tem mais de 17 ml sindicatos sendo a maioria apenas caça-níquel e nenhum empregado quer jogar fora seu dinheiro tão sacrificado. A arrecadação dos sindicatos – patronais e de empregados – despencou no Brasil em 2019. As entidades já haviam sentido o baque após a reforma trabalhista acabar com a obrigatoriedade do imposto sindical, ainda em 2017. No ano passado, o governo de Jair Bolsonaro tentou proibir, por medida provisória, o desconto da contribuição sindical da folha de pagamento. E as receitas diminuíram ainda mais. Dados da Secretaria do Trabalho, ligada ao Ministério da Economia, mostram que, de 2017 para 2019, a arrecadação dos sindicatos caiu 96%, passando de R$ 2 bilhões para R$ 88,2 milhões (resultado parcial de 11 meses). Em 2017, as receitas obtidas pelos sindicatos, com imposto e contribuição, somaram pouco mais de R$ 2 bilhões. A reforma trabalhista entrou em vigor no final daquele ano e seus efeitos foram sentidos em 2018, quando a arrecadação caiu 86%, passando para R$ 282,9 milhões. O nível de sindicalização atingiu a menor marca nos últimos sete anos em 2018: 12,5% das pessoas ocupadas estavam associadas a algum sindicato. A partir de 2018, sem o imposto sindical obrigatório, as receitas dos sindicatos começaram a minguar. Em 2019, a situação piorou após a publicação de uma medida provisória (MP) que proibia o desconto da contribuição sindical, um tipo de mensalidade, diretamente na folha de pagamento. A MP caducou, mas ainda há dois projetos apresentados no Senado que sugerem a mesma coisa. O governo de Jair Bolsonaro quer o fim da unicidade sindical. A contribuição sindical não foi abolida, mas paga quem considera útil seu sindicato. E como a absoluta maioria não encontra respaldo para ter a contribuição. O Brasil é disparadamente o campeão da indústria de sindicatos com mais de 17 mil, enquanto países bem estruturados   têm  menos de 15.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm