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A “imprecionante” hipocrisia da esquerda paulofreireana

Por: Elite FM
Publicado em 12/01/2020
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Os mesmos que pedem a cabeça do Ministro da Educação por causa de um erro ortográfico exaltam a pedagogia que gerou 60 milhões de analfabetos funcionaisFoto: Agência Brasil/Gazeta do Povo


A notícia é esta: o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, escreveu um tuíte com  erros de ortografia. Escreveu “impressionante com “c”,paralização com “z” e embora se exija  de um ministro de educação o uso formal do idioma, os erros ortográficos são corriqueiros na Internet, mesmo entre quem deveria dominar o uso formal do idioma, como jornalistas e escritores. Às vezes a culpa é da pressa, às vezes da distração; às vezes o corretor automático nos passa uma rasteira e às vezes parece simplesmente impossível lembrar como se escreve “exceção”. Mas, o mais curioso, ou melhor, impressionante nesta história é que os opositores de Weintraub passaram décadas exaltando uma tal sabedoria popular – manifestada no erro ortográfico e gramatical – como forma de resistência ao saber elitista dos opressores. O resultado dessa visão de mundo (e de pedagogia) é um exército de 60 milhões de analfabetos funcionais, muitos deles até com doutorado. Não por coincidência, os que hoje pedem a cabeça do ministro por causa de mais um erro ortográfico e veem nisso um símbolo inequívoco da incapacidade administrativa do homem designado para gerenciar a educação no Brasil ,são os mesmos que correm para defender o “glorioso” legado de Paulo Freire, autor do onipresente Pedagogia do Oprimido, uma espécie de manual de guerrilha da linguagem que, entre outras coisas, trata o idioma como campo de batalha entre opressores e oprimidos. Para Freire, essa luta acontecia também (e sobretudo) na sala de aula. Daí porque ele pregava que o professor demonstrasse uma atitude mais compassiva em relação ao erro do aluno. Para Freire o erro não existia senão como “forma provisória de saber”. Paulo Freire dizia ainda que “o processo de reprodução de respostas”, isto é, do conhecimento consagrado, inclusive o ortográfico, “fabrica a ‘burocratização da mente’, obstaculiza a reflexão e a capacidade criadora”. O problema é que a esquerda há muito deixou de representar os oprimidos, quanto mais de fazer parte da infantaria na luta contra a elite opressora. Munida de diplomas universitários dados no atacado e que atestam, com selo do MEC e tudo, a “burocratização das mentes”. A esquerda dita esclarecida agora usa o conhecimento ortográfico para expressar sua superioridade intelectual e principalmente moral diante daqueles que, pecado dos pecados, confundem fonemas idênticos."

 


Fonte: Paulo Polzonoff Jr.Gazeta do Povo