Crescimento sustentável ou voos de galinha? A resposta virá em 2020 - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Crescimento sustentável ou voos de galinha? A resposta virá em 2020

Por: Elite FM
Publicado em 11/01/2020
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O ministro da Economia, Paulo Guedes: crescimento do Brasil em 2020 deve ser reflexo de resposta à aposta econômica do governo. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Nas condições atuais, quanto a economia brasileira pode crescer anualmente? Eis a pergunta que está quebrando a cabeça de Paulo Guedes. As decisões de política econômica nos próximos anos dependem dela. Responder essa questão não é fácil. Mas a resposta virá em breve. Tudo indica que, já em 2020, conheceremos melhor o potencial de crescimento do PIB brasileiro. Oferta e demanda será o casal predileto dos economistas. Com cortes sucessivos na taxa Selic, o Banco Central está incentivando o crescimento através da demanda. Conforme a dívida pública paga juros menores, aumenta-se o incentivo para que os brasileiros parem de emprestar sua poupança ao governo. Pouco a pouco, a tendência é que parte relevante deste dinheiro vá para investimentos de outros tipos – a alta da Bolsa já é um primeiro sinal neste sentido – e também para o consumo das famílias. A política econômica de curto prazo costuma ter impacto restrito à demanda. Vale para a queda dos juros, mas o raciocínio seria o mesmo caso o governo tentasse estimular o PIB através de aumentos nos gastos públicos. O problema é que o impacto de estímulos à demanda é limitado pela capacidade de oferta da economia. Para entender do que se trata, vale a pena pensar em três elementos: capital humano, capital físico e produtividade. O capital humano somos nós, brasileiros em idade ativa. O capital físico mostra que o estoque de máquinas e plantas industriais é escasso. E quanto à produtividade, o Brasil está estagnado há mais de 30 anos. O Brasil precisa da reforma administrativa e tributária para gerar confiança nos investimentos e que o Congresso pense mais em Brasil que nos interesses pessoais para se manter no poder. 


Fonte: Gazeta do Povo