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Governos irresponsáveis imaginavam que dinheiro público seria infinito

Por: Elite FM
Publicado em 27/12/2019

Os governos anteriores foram responsáveis pela constituição de dezenas de novas empresas estatais, várias delas agora na fila da privatização. Companhias como a atrasada fábrica pública de microchips e a empresa que construiria o trem-bala são dessa época, para dar alguns exemplos. O estudo do IFI mostra que o Ministério da Educação foi o órgão público com maior crescimento no gasto com pessoal na era de ouro dos concursos. A despesa do MEC cresceu 129% de 2008 a 2018, atingindo R$ 48,1 bilhões. A alta foi puxada pelas universidades (72%), fundações universitárias (98%) e a criação dos institutos, que hoje consomem R$ 10 bilhões por ano com servidores. O custo do funcionalismo das empresas estatais dependentes triplicou no mesmo período, passando de R$ 5,2 bilhões para R$ 13,7 bilhões. Tirando a Ebserh (que paga médicos de hospitais universitários) da conta, a despesa dobrou no período, alta que se concentrou em companhias 100% púbicas. Também chama a atenção que a Justiça do Trabalho, que já tinha a maior despesa com pessoal em 2008, foi o braço do Judiciário com o maior aumento absoluto (R$ 1,6 bilhão) e o segundo maior reajuste percentual (13%). No ano passado, a Justiça do Trabalho gastou R$ 13,6 bilhões com funcionários - são R$ 3,4 bilhões a mais por ano do que a Justiça Federal. Em resumo, a era dos concursos foi uma época em que muita gente conseguiu entrar no serviço público para ganhar salários que não são praticados na iniciativa privada, em funções que, em muitos casos, não trazem qualquer ganho na qualidade de vida da população, ou de produtividade para o país.


Fonte: Gazeta do Povo