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Como o 5G se tornou crucial nas relações do Brasil com China, EUA e Europa

Por: Elite FM
Publicado em 03/12/2019
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Bolsonaro recebe presente do presidente da Huawei da América Latina, Zou Zhilei: empresa chinesa de tecnologia 5G é alvo de suspeitas de espionagem levantadas por EUA e Europa. Foto: Marcos Corrêa/PR/Gazeta do Povo

O governo Bolsonaro está começando a enfrentar aquele que deve ser um dos maiores desafios de sua política externa em 2020. A empresa chinesa Huawei é a favorita para liderar a implementação da infraestrutura de rede 5G no país, mas questões geopolíticas podem interferir nesse negócio. Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro teve duas reuniões importantes com executivos da Huawei e de duas de suas concorrentes na área do 5G, a sueca Ericsson e a mexicana América Movil. Saiu afirmando que a decisão do governo brasileiro sobre a infraestrutura 5G se dará segundo critérios técnicos e financeiros. Por que o 5G da Huawei é tão controverso? Não é exagero afirmar que o 5G será tema crucial da política externa no Brasil e em todo o mundo. A nova tecnologia promete acelerar a velocidade das conexões de dados em até 100 vezes e aumentar de forma significativa o desenvolvimento da inteligência artificial e de máquinas autônomas. Os Estados Unidos, que consideram que a Huawei representa uma ameaça à segurança dos dados, por suposta possibilidade de abrir as portas para a espionagem, são os opositores mais óbvios de que a empresa chinesa se saia vitoriosa no leilão do 5G brasileiro. A escolha de qual será a tecnologia brasileira deverá ocorrer no segundo semestre de 2020 . EUA e China estão travando uma guerra pelo controle tecnológico mundial, mas há outros componentes nesse impasse. A União Europeia tem feito alertas ao mundo e ao Brasil, e membros importantes do governo Bolsonaro ainda não engoliram a ideia de um envolvimento chinês tão forte em um setor tão delicado do ponto de vista da segurança da informação. O risco de espionagem é a maior preocupação daqueles que desconfiam da Huawei. Trata-se de uma empresa de capital privado, mas há evidências claras de que funcionários importantes têm vínculos com o governo chinês. Países como EUA, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia já impuseram restrições à atuação da Huawei em seus territórios, e a União Europeia estuda fazer o mesmo. Governo vê a China de forma cada vez mais positiva. Apesar dos alertas internacionais sobre a Huawei, o governo brasileiro está cada vez mais aberto a parcerias com a China e tem firmado diversos acordos com o país asiático.


Fonte: Gazeta do Povo