Pragmatismo no comércio e valores democráticos - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Pragmatismo no comércio e valores democráticos

Por: Elite FM
Publicado em 20/11/2019
img
A China é o principal destino das exportações brasileiras, com fatia mais de duas vezes maior que a dos Estados Unidos. Foto: Bigstock/Gazeta do Povo

“Não importa a cor do gato, desde que pegue o rato”, afirmou o líder chinês Deng Xiaoping para justificar a disposição da China, sob seu governo, a negociar com potências capitalistas e aplicar métodos da economia de mercado em seu país, depois da destruição causada por Mao Tsé-tung e sua Revolução Cultural. Em outras palavras, há momentos em que o pragmatismo fala mais alto que a ideologia. De certa forma, é o que está ocorrendo neste momento, em que os líderes de Rússia, China, Índia e África do Sul vieram ao Brasil para a reunião de cúpula dos Brics.Com a eleição de Jair Bolsonaro e a escolha de Ernesto Araújo para o Itamaraty, começaram os questionamentos sobre a possibilidade de o Brasil virar as costas à China, como consequência de um maior alinhamento ideológico com os Estados Unidos. O chanceler, no entanto, em seu discurso de posse, afirmou que faria da inserção comercial brasileira uma prioridade, ainda que sem descuidar dos valores caros aos brasileiros.  O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que Brasil e China estão considerando a possibilidade de um acordo de livre comércio – hoje, o país asiático já o principal parceiro comercial do Brasil, e o volume de comércio entre ambos foi de quase US$ 100 bilhões anuais no ano passado, com superávit de US$ 29 bilhões para o Brasil. "Depois de décadas de protecionismo, às vezes por obtusidade própria, às vezes amarrado pelos parceiros do Mercosul, o Brasil corre para recuperar o tempo perdido, tentando levar consigo os vizinhos do bloco sul-americano quando possível. Foi assim que o Mercosul conseguiu destravar as negociações com a União Europeia e, logo na sequência, anunciou também um acordo com o Efta, grupo europeu formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.


Fonte: Gazeta do Povo