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Preso pela Lava Jato, Nelson Meurer ficou mais de duas décadas no poder

Por: Elite FM
Publicado em 02/11/2019
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Nelson Meurer, ex-deputado federal pelo Paraná. Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo-Arquivo


Primeiro político condenado pela Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o ex-deputado Nelson Meurer (PP-PR) foi preso na quarta-feira (30) e levado para a Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. Meurer foi sentenciado, em maio de 2018, a 13 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa dele diz que irá tomar medidas legais para reverter a prisão. Nelson Meurer é um político tradicional do Paraná, cuja principal base eleitoral é a cidade de Francisco Beltrão. Ele foi deputado federal por seis legislaturas consecutivas, desde 1994, somando mais de duas décadas na Câmara Federal. Não disputou a eleição de 2018 e estava sem mandato. No pleito de 2014, Meurer declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 4.656.434,40. Entre seus bens, estavam veículos, embarcações, terreno rural, além de R$ 762.360,00 guardados em espécie. Também declarou ser um dos donos da Firma Agrícola Sudoeste Ltda, com sede em Francisco Beltrão. Apesar da proximidade, no mesmo depoimento, Meurer negou qualquer vínculo com o doleiro Alberto Youssef, que trabalhava com Janene. Já o depoimento de Youssef trouxe outra narrativa: o doleiro revelou que fez “várias entregas” de dinheiro ilícito a Meurer, inclusive pessoalmente. O ex-deputado negou ter recebido dinheiro de forma ilegal. "O parlamentar é apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como um dos integrantes da cúpula do PP que ofereceram sustentação política a Paulo Roberto Costa no cargo de diretor de Abastecimento da Petrobras em troca de vantagens ilícitas em valores que chegariam a R$ 28 milhões. Outros dois filhos do ex-deputado foram considerados culpados na mesma ação penal, mas apenas um deles foi preso com o pai na quarta-feira (30). Nelson Meurer Junior havia sido condenado a 4 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão em regime semiaberto e também teve a prisão decretada pelo ministro do STF Edson Fachin. (GP)