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O fim do professor que sabe de tudo

Por: Elite FM
Publicado em 25/10/2019
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Foto:Núcleo Regional de Ensnio de Pato Branco

Nova Base Nacional Comum Curricular coloca o aluno como protagonista, fazendo com que os professores precisem trabalhar conteúdos de formas distintas, envolvendo tecnologia e aspectos socioemocionais. Não há mais espaço em sala de aula para o professor que alega saber de tudo: a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e uma geração de estudantes acostumada a colocar a mão na massa vão transformar o ambiente das salas de aula. Esses foram alguns dos debates realizados no V Seminário Internacional de Práticas Pedagógicas Inovadoras, que ocorreu no Colégio Positivo - Jardim Ambiental em Curitiba. Ao todo, o evento contou com a participação de 250 professores de forma presencial e 900 acompanharam online. ”Hoje, não é mais possível que uma escola deixe de pensar em qual a forma mais eficiente para os seus alunos aprenderem e lançar mão de todas as possibilidades. Por muitos anos, houve uma postura equivocada de muitos professores. Eles diziam: ‘eu ensinei, mas os alunos não aprenderam’. Com todas as tecnologias, materiais e possibilidades do mundo atual, é preciso ter um compromisso com a formação integral do aluno”, diz Joseph Razouk Junior, diretor Editorial da Editora Positivo. A afirmação acompanha o entendimento trazido pela BNCC. Em seu texto, os professores precisarão abordar conhecimentos e abordagens para formar seres humanos mais equilibrados em todas as dimensões: intelectual, física, emocional, social e cultural. “E mais, que garanta aos estudantes serem protagonistas de seu próprio processo de escolarização, reconhecendo-os como interlocutores legítimos sobre currículo, ensino e aprendizagem”, diz o documento. “Um aluno precisa ver sentido e significado no que ele está aprendendo. Quando ele consegue fazer vínculos com experiências anteriores, o que passa por questões emocionais, simplifica as conexões entre a vida real e o conteúdo: aprendizagem com significado”, diz Razouk. Os países de primeiro mundo em educação têm como prioridade a formação da criticidade dos alunos, pois esta atitude faz com que o aluno possa encontrar seu verdadeiro caminho. A prova de que a educação no Brasil precisa mudar  é que todos os índices educacionais deixam a desejar, basta dizer que 70% da população está na faixa do analfabetismo funcional, mesmo depois de 500 anos.


Fonte: Central Press