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“Reempoderar” o professor: protagonista em sala de aula

Por: Elite FM
Publicado em 19/10/2019

Quem manda em sala de aula é o professor. Isso não significa ser autoritário, invasivo, racista ou preconceituoso. Significa seguir sua vocação: a de ensinar, tomar o aluno pela mão e abrir diante dos seus olhos panoramas insuspeitados, fascinar os alunos com a riqueza cultural acumulada por milhares de anos para que ele não tenha de “reinventar a roda” e possa produzir ciência. Muitos professores também intuem que a faculdade fez pouco por eles. Mas se aqueles que tiverem vocação para ensinar se negarem ao papel de “coach” a que muitos os querem reduzir, estiverem dispostos a travar as batalhas para “se reempoderar” e, com isso,ajudar os alunos a irem longe no conhecimento, é possível empreender um movimento eficaz de melhoria na educação – e de realização pessoal dos próprios profissionais, como apontam inúmeras pesquisas. Estudo reforça evidência de que a instrução direta é mais eficaz que o construtivismo. Alunos aprendem quando o ensino é sistemático, explícito, em que o estudante não orienta o andamento das aulas, mas segue o professor, que é quem comanda o processo de aprendizagem. Todavia o professor deve ter a qualificação, criticidade e pedagogia para a condução das aulas sustentáveis e convincentes para os alunos, pois a evasão é alta porque o professor não convence. Se é muito fácil ser professor, a profissão é desvalorizada e em muitos casos o próprio professor não se valoriza. Não existe bala de prata para melhorar a educação no Brasil. A solução é sistêmica, exige mexer em várias peças ao mesmo tempo e, nessa ação, é preciso enfrentar com coragem algumas brigas, também com as universidades, responsáveis pela formação dos professores no Brasil, mas que deixam a desejar e que é preciso melhorar as condições de trabalho dos docentes para atrair melhores alunos. O Brasil não alfabetiza bem as suas crianças, o que prejudica todo o caminho da educação.


Fonte: Gazeta do Povo