Em que o Brasil é o pior do mundo e o que o governo está fazendo a respeito - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Em que o Brasil é o pior do mundo e o que o governo está fazendo a respeito

Por: Elite FM
Publicado em 17/10/2019
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Foto: André Rodrigues/ Gazeta do Povo- Arquivo-A burocracia brasileira foi a principal causa da rejeição do Brasil na OCDE

Não é motivo de orgulho para ninguém, mas o Brasil é ruim em muita coisa quando se trata da comparação de indicadores com outros países. Mas há um item em que ele é o pior do planeta: o excesso de burocracia. Quando se trata do ônus causado no ambiente de negócios por causa da burocracia governamental, o país aparece em último lugar no ranking de competitividade global, organizado pelo Fórum Econômico Mundial. E não é uma exclusividade da última edição do ranking: o Brasil está no fundo desse poço há mais tempo, pelo menos desde 2016.Para chegar a esse resultado, o Fórum Econômico faz uma pesquisa entre empresários para saber quão oneroso é para as companhias cumprirem os requisitos da administração pública, como permissões e regulamentos. As notas variam de 1 (extremamente oneroso) a 7 (nem um pouco oneroso). Curiosamente, a nota do Brasil nessa categoria quase sempre é a mesma: 1,7.Em 2019, a nota se repetiu, e o país ficou na última posição do ranking, no 141º lugar e com o pior escore, de 11,4 – em uma escala que vai de 0 a 100. Só outros dois países tiveram pontuação inferior a 2 – Venezuela (1,8 e 12,8 de escore) e Croácia (1,9 e 15,8 de escore). A vizinha Argentina, que está à frente do Brasil na fila para indicação a OCDE, por exemplo, tem nota 2,6 e o escore é de 27,1 nesse quesito, o que garante a 125ª colocação no ranking. A Romênia, outro país que já tem o apoio dos Estados Unidos para entrar no “clube dos ricos, tem nota 3 e escore 33,3, assumindo a 102ª posição. Quem lidera essa lista é Singapura, que tirou 5,5 na avaliação do empresariado e tem escore de 74,4. A avaliação da entidade é de que para melhorar nessa área, é preciso passar por um processo de maior abertura comercial, melhorar a segurança e também estabilidade do governo. “Além disso, os líderes empresariais brasileiros classificam o excesso de burocracia e a falta de visão de longo prazo do governo entre as prioridades mais urgentes para renovar a competitividade do país, seguidas de perto por impostos excessivamente distorcidos”, aponta o documento.


Fonte: Gazeta do Povo