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Portugal fez o oposto do que a esquerda prescreve para o Brasil

Por: Elite FM
Publicado em 11/10/2019
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Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP

 Os políticos brasileiros acendem uma vela para Deus e outra pra o diabo e por isso as mudanças não acontecem. Portugal fez o que devia fazer para o bem país seguindo a frase: “Doa a quem doer”.  O “caminho muito diferente” de Portugal foi justamente um acordo com FMI e União Europeia para escapar de um Congresso e tribunais que atrapalhavam as decisões óbvias a serem tomadas para salvar o país. O Estado português cortou 13º e 14º salários dos aposentados, congelou o valor das aposentadorias e impediu aposentadorias precoces que estavam previstas na lei. Tudo do dia pra noite, sem regra de transição. Passaram a cobrar uma contribuição adicional à Previdência que podia chegar a 40% do salário.  Praticaram austeridade pesada, muito mais pesada que a brasileira. Retiraram direitos sem dó nem piedade, porque não dá para brincar com a insolvência do Estado.(Nada disso aconteceu no Brasil) E ainda fizeram reformas pró-mercado. A taxa de desemprego em 2018 foi a menor em 14 anos. O artigo da BBC em sua versão Brasil, republicado por toda a imprensa nacional, tinha uma intenção clara: associar o sucesso de Portugal às políticas defendidas pela esquerda brasileira. A realidade é exatamente oposta. Nossa esquerda defende um ajuste fiscal gradual para evitar a revisão de direitos e impactos negativos no PIB. Portugal foi radical. Nos primeiros 2 anos de ajuste fiscal, elevou o resultado das contas públicas em 7,1 pontos percentuais do PIB. No Brasil, o ajuste foi de 0,7 pontos percentuais do PIB nos primeiros dois anos.  Nossa austeridade teve 10% da intensidade portuguesa. O ajuste fiscal português foi duríssimo. A esquerda brasileira diz que o Brasil nunca vai se recuperar da crise se depender apenas do investimento privado. Quem salvou Portugal foram exatamente os investimentos privados. O ajuste fiscal português não é perfeito, mas deveríamos olhar com atenção para aprender com eles. Até o momento, as primeiras lições estão evidentes: a austeridade trouxe ganhos de longo prazo para Portugal, que está em seu melhor momento econômico do século com uma política macroeconômica muito distinta das que são defendidas por PT, PDT e PSOL com viés populista para manter a simpatia popular, mas desastroso para a recuperação do país.


Fonte: Pedro Menezes-Gazeta do Povo