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Por que algumas pessoas passam toda a vida na pobreza e na marginalidade

Por: Elite FM
Publicado em 11/10/2019

Mais de 50 anos de estudos sociológicos demonstram que o comportamento é ótimo para prever importantes escolhas na vida. Crianças temperamentais, bagunceiras e agressivas geralmente fazem com que os pais não lhes deem afeto e diminuam a supervisão, o que leva a um comportamento ainda pior, juntamente com outras dificuldades e frustrações. Adolescentes que atacam verbalmente ou ameaçam seus professores têm mais chance de serem suspensos ou expulsos e também de passarem menos tempo estudando, fazendo a lição de casa e frequentando as aulas. E adultos que se envolvem em crimes são os mesmos que não só estão sempre na cadeia, claro, como também são os que permanecem voluntariamente desempregados, se percebendo na base da escada econômica. O comportamento prevê consequências em todos os ambientes, e essas consequências se acumulam. A pobreza comportamental explica como alguns indivíduos passam a vida afundados na pobreza e na marginalidade. Como a pobreza comportamental pode se manifestar cedo e permanecer estável, não é incomum ver crianças comportamentalmente pobres se saindo mal na escola, sendo presas como delinquentes e chegando à idade adulta com pouca ou nenhuma habilidade que não aquelas valorizadas na rua. Na verdade a raiz da pobreza e da marginalidade está na gestão pública, historicamente, falha nos projetos de Estado relativos à educação. Ninguém nasce bandido marginal. A criança é uma massa que se amolda conforme é tratada e sem a estratégia da educação, o vácuo será ocupado pela maldade de várias raízes.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm